Por Josenildo Melo
Ocupando espaços?
A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro é apenas uma ocupação de espaços? Ou teria o propósito de pleitear futuramente um lugar na chapa que concorrerá em 2026? O certo é que a movimentação causou algumas reações adversas, como começa a ventilar a velha mídia. Queiram ou não, alguns analistas afirmam que o simples fato de um nome da família Bolsonaro em uma composição já agrega de 30% a 38% ao centro-direita. Não deixa de ser uma estratégia que só saberemos se será bem-sucedida com o passar do tempo. Isso, contudo, não impede que o Centrão também lance suas pré-candidaturas. Mas o que realmente deseja o PIB da Faria Lima? O nome de Tarcísio de Freitas, por vir de um partido genuinamente do Centrão. Afinal, quem decide realmente as eleições na República Federativa do Brasil? O Centrão!
Ocupando espaços? Não somente isso!
Política é algo que muda praticamente todos os dias. Fazer previsões acertadas sobre política é estar fadado ao fracasso. Flávio Bolsonaro é conhecido como o mais polido da família Bolsonaro; construiu toda a sua trajetória política com base na boa convivência com todos. Na verdade, alguns dizem que ele faz parte do establishment. É um homem do diálogo. Na prática, sem os Republicanos, Progressistas, União Brasil e mais três ou cinco partidos, até mesmo sua pré-candidatura não decolará. O que acendeu a luz para os partidos de centro-direita começarem a se movimentar? A decisão de um ministro do Supremo. O mundo político recebeu a mensagem como um desespero, e praticamente todos já têm a certeza de que as esquerdas não farão o próximo presidente da República Federativa do Brasil. Viu como é o mundo político? Ninguém deixa passar nada em branco. O Brasil é um dos países com as maiores renovações políticas, tanto na Câmara quanto no Senado Federal. Eita!
Ocupando espaços? Marcando simplesmente o terreno?
Bolsonaro, ao contrário de quem não permite que ninguém cresça, é um dos líderes que mais produziu novas lideranças. Em suma, as opções são variadas, diferente de um partido que teima em ter apenas uma liderança e que não permite a ascensão de novas figuras. Mas será que Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste serão capazes de garantir uma vitória às oposições sem o Nordeste? O portal de notícias O Antagonista sempre traz aspectos de pesquisas, e até no Nordeste a situação não anda boa para as esquerdas. Especulações? Na hora H, todos votam mesmo na esquerda? Ninguém tem nada contra ninguém, mas em política, bolas de cristal e adivinhações costumam não funcionar. Portanto, nada de colocar o carro à frente dos bois. Mas o período eleitoral já começou? De acordo com a lei e formalmente, não. Porém, a cada dia ele começa mais cedo. Não estão esperando nem 2026 chegar!
E a partir de agora, nada de advento, “Natal Comercial” e outras coisas mais?
Praticamente toda semana alguém se pronunciará e fará articulações políticas. Mas será que em outros países é assim? Pessoas viajadas afirmam que não. E quando maio de 2026 chegar? Até mesmo os púlpitos das igrejas se levantarão em sermões e homílias? E a vida do povo se encherá de esperança, fazendo todos voltarem a sonhar? O certo mesmo é que o grau de consciência política está, a cada dia, se esvaziando ou se acentuando? Certo também é que os bastidores dos poderes afirmam, em off, que “as campanhas se tornam cada vez mais onerosas”. Jesus Cristo, valei-nos Nossa Senhora!
Terá algo diferente na campanha de 2026? Muitos já afirmam que os grupos de WhatsApp praticamente não terão mais nenhuma relevância, pois todo santo dia as pessoas amanhecem com seus sistemas de mensagens bloqueados. Olha aí uma temática boa para o próximo período eleitoral: Qual o motivo e o sentido de as pessoas terem cada vez mais suas liberdades cerceadas? Mas a quem de fato interessa essa questão? Ninguém mais se importa com a liberdade, em qualquer contexto. De repente, todos passaram a ter medo de tudo e de todos ao seu redor?