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Número de detentos no Piauí ultrapassa o de moradores em pensões

A maior parte dos moradores está em presídios, enquanto idosos e outros grupos vulneráveis vivem em asilos e abrigos

08/09/2024 às 08h54 Atualizada em 09/09/2024 às 07h34
Por: Wagner Albuquerque Fonte: IBGE
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Penitenciária de Esperantina - Foto: Reprodução
Penitenciária de Esperantina - Foto: Reprodução

O Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo IBGE, trouxe à tona dados significativos sobre a população que reside em domicílios coletivos no Piauí. De acordo com o levantamento, 6.197 pessoas vivem nesses tipos de moradia, representando 0,19% da população total do estado. Dentre essas, 61% estão em presídios, evidenciando o papel que as instituições penitenciárias desempenham como principais abrigos de moradores em domicílios coletivos.

A pesquisa revelou que, além das penitenciárias, outros tipos de domicílios coletivos, como hotéis, asilos e abrigos, também possuem moradores, ainda que em menor escala. Cerca de 11% dessas pessoas residem em hotéis ou pensões, e 5,5% estão em asilos, com uma presença marcante de idosos que necessitam de cuidados especiais. Esses números apontam para a diversidade de estabelecimentos que compõem o cenário de domicílios coletivos.

No que se refere ao perfil da população em presídios, 97,27% são homens e 78,9% estão na faixa etária entre 18 e 39 anos, destacando o peso das gerações mais jovens nesse contexto. O estudo ainda aponta que 80% dos moradores desses estabelecimentos são alfabetizados, embora a taxa de analfabetismo nos presídios do Piauí seja uma das mais altas do Brasil, alcançando 19,97%.

O levantamento também mostrou uma realidade preocupante para a população idosa no estado. Com 343 pessoas vivendo em asilos, o Piauí tem sete vezes menos idosos em instituições de longa permanência em comparação com a média nacional. Esse dado levanta questionamentos sobre o suporte oferecido a essa faixa etária, que demanda políticas públicas mais eficazes.

Outro aspecto relevante do Censo 2022 foi a análise sobre domicílios improvisados. No Piauí, 1.719 pessoas vivem em condições precárias, muitas delas residindo em tendas, barracas ou até mesmo em veículos. A maior parte desses moradores é composta por homens, e a taxa de analfabetismo entre eles alcança 27,96%, muito acima da média estadual.

Esses dados ressaltam a importância de desenvolver políticas públicas direcionadas à população que reside em domicílios coletivos e improvisados. A necessidade de investir em moradias adequadas e melhorar as condições de vida de grupos vulneráveis é urgente, especialmente em um estado como o Piauí, que apresenta altos índices de pessoas vivendo em situações de risco.

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