
Quem o é? Todo aquele possuidor de juízo e retidão. Acorda e percebe o quanto o Brasil anda desgovernado e tornando-se uma terra sem leis. Com leis, mas sem nenhum nexo de comprometimento com quem não tem nenhum arcabouço estrutural. E o processo burocrático cada vez mais se acentua.
Quantos não ficam “pelo meio do caminho” devido a não terem o mínimo necessário para arcar com taxas, fotocópias e reconhecimento de documentação? E é em qualquer âmbito, não é apenas nos poderes Executivo, Judiciário, Legislativo e eclesiástico. Muita gente desiste, não “aguenta o trâmite burocrático”. Todo atento observador percebe o quanto o país anda endividado e o seu povo cada vez mais “perdido em todos os âmbitos e em todos os sentidos da vida”.
O atento observador chega a conclusões óbvias perante fatos e acontecimentos: o sistema é feito para “matar pelo cansaço”. Eis o motivo de tanto se ouvir a frase: persevere e chegue até o final. Quantos, e em que situações, já ficaram pelo meio do caminho? Inúmeras pessoas. E daí começam a derivar toda uma problemática psicológica e social. Rótulos vão sendo desenvolvidos e espalhados: “olha lá o fracassado, o que tudo começa e não termina”.
E, para reforçar toda a problemática, surgem frases do tipo: “a vida é dura para quem é mole”. Nobres leitores, o Brasil está virando a casa da mãe Joana? Certo mesmo é o grau de endividamento das pessoas e os desequilíbrios emocionais de toda e qualquer ordem. Quem conseguiu algo até os 40 (quarenta), tudo bem; mas quem ainda não conseguiu… bla blau… já era. O sistema é cada vez mais desenvolvido para “jogar uns contra os outros”. Conviver socialmente está se tornando algo muito sério e até perigoso.
O atento observador percebe que o empreendedorismo é a saída para quem deseja uma vida fora da burocracia institucional. Tempo para oração, leitura e estudos somente trabalhando por conta própria. Pertencendo ao sistema burocrático, a vida começa a mecanizar-se. Depois de muito observar, eis a nobre percepção: a vida, para quem tem responsabilidades, a cada dia que passa se torna algo estressante, e não adianta dizer que é apenas para alguns.
O corre do dia a dia está pesaroso e milhões de pessoas seguem apenas no automático. Já não são capazes de perceber que, lá na frente, problemas graves de saúde física e mental se tornarão algo muito custoso e prejudicial à sua vida. Isso é coisa de gente de religião ou de quem não tem o que fazer? Não, não é. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, mas organização produz saúde e eleva a dignidade humana. Sempre é bom lembrar que existem pessoas que vivem à espreita de pessoas desorganizadas e mal resolvidas; esperando apenas a hora de “injetarem contravalores”.
O que mais tem percebido o atento observador? O nível intelectual das pessoas está se esvaindo. Para quem desejar sobreviver intelectualmente, o que resta são os oásis no meio do deserto árido. E não adianta procurar vida intelectual em academias. O mundo acadêmico faz tempo que já se contaminou. O que agora estão em busca é apenas de diplomas, e não importa a forma ou meio como irão conseguir. Querem é conseguir o diploma, seja de que forma for. É algo generalizado? Lógico que não, mas fica pesaroso buscar vida intelectual nesses meios. O meio ocasiona mudanças nas pessoas, e não adianta dizer que teve vida e formação sólida. Com o tempo, o meio de fato modifica as pessoas.
“Uma vida sem questionamentos não merece ser vivida”, afirma Sócrates, destacando que a reflexão é essencial para a vida intelectual. Para A. D. Sertillanges, a vida intelectual não é um passatempo, mas sim um chamado que exige dedicação e sacrifício na busca por verdades.
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