
A prefeita de Piripiri, Jôve Oliveira, definitivamente não vive seus melhores dias. Cassada pela Justiça, atolada em problemas administrativos e políticos, agora ela conseguiu se jogar de cabeça, e de tinta preta, numa das polêmicas mais desastradas do ano.
Numa tentativa de “homenagear” a comunidade negra no Dia da Consciência Negra, Jôve publicou um vídeo em suas redes sociais retirando uma maquiagem… preta. Resultado? Saiu a prefeita, entrou o furacão. E como diz o ditado: quando a fase é ruim, até o vento ajuda a derrubar.
Mas vamos às perguntas óbvias:
Por que pintar o rosto de preto virou problema? É crime? É blackface? E quem, em 2025, não sabe o que é blackface?
O tal blackface, utilizado historicamente para ridicularizar pessoas negras nos teatros do século XIX, tornou-se, há muitas décadas, símbolo de racismo, desumanização e estereótipos degradantes. No Brasil, já foi amplamente debatido, condenado, explicado, reexplicado e reforçado mil vezes. Mas, aparentemente, essa informação não chegou à assessoria de Jôve. Ou talvez nem assessoria ela tenha usado.
O fato é que, no vídeo, a prefeita ainda tentou passar a mensagem de combate ao racismo e incluir uma aula rápida sobre expressões racistas do cotidiano. Ironia? Muita. Intenção? Boa. Execução? Catastrófica.
Diante da repercussão, críticas e acusações de racismo, Jôve voltou atrás e publicou um vídeo pedindo desculpas. Afirmou que não conhecia o termo “blackface”, que não teve intenção de ofender e que, claro, sempre foi “antirracista desde que se entende por gente”.
Pois bem. Se Jôve desconhecia, a internet conhecia. E não perdoou.
Agora, Piripiri se pergunta:
- A comunidade negra aceitará o pedido de desculpas?
- A prefeita aprendeu a lição?
- E a equipe dela? Existe? Funciona? Estava de folga?
Jôve garante que tudo foi um equívoco bem-intencionado. Mas no campo político, equívoco bem-intencionado ainda é equívoco — e custa caro.
É cedo para saber se ela responderá judicialmente pelo episódio. Mas é certo que politicamente a fatura já chegou. E, como diria qualquer analista atento: em plena crise política, Jôve conseguiu criar um problema completamente novo, completamente evitável, e totalmente previsível, só não para quem governa Piripiri.
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