
O discurso do chanceler alemão, Friedrich Merz, caiu como uma bomba na diplomacia brasileira e reforçou o que já vinha sendo alertado nos bastidores: Belém não estava preparada para receber um evento do tamanho da COP30. Ao comentar sua passagem pelo Pará, Merz disse que ninguém da sua comitiva, incluindo jornalistas europeus, demonstrou vontade de permanecer na cidade após o encerramento da agenda, descrevendo o retorno para a Alemanha quase como um alívio coletivo.
A declaração ganha ainda mais peso porque não foi a primeira crítica de grande impacto. Durante o evento, a ONU já havia cobrado melhorias urgentes, citando falhas básicas como segurança precária, logística improvisada e até o risco de goteiras nos espaços destinados às delegações. Em outras palavras, problemas que não deveriam existir em uma conferência global de clima, que reúne líderes, especialistas e imprensa do mundo inteiro.
A impressão passada ao exterior foi de total improviso: cidade com infraestrutura insuficiente, organização lenta, relatos de desconforto de visitantes e ausência de um plano sólido para receber multidões com qualidade e segurança. Para muitos, o governo insistiu em transformar Belém em uma “vitrine ambiental” sem garantir o mínimo: conforto, eficiência e estrutura.
No fim, a COP30, que poderia ser um grande marco de reputação internacional, se tornou motivo de constrangimento. Em vez de projetar o Brasil como potência ambiental, acabou reforçando a imagem de descaso, pressa, má gestão e escolhas políticas que ignoraram a realidade logística e estrutural da região.
ELEIÇÕES 2026 Direita sinaliza união para enfrentar Lula nas eleições de 2026
ALERTA Cortes de Lula aumentam risco de falhas na aviação e acendem alerta para segurança dos voos
VAI PIORAR TUDO! Trabalhar menos pode custar mais: entenda o perigo escondido na PEC que acaba com a escala 6x1
Mín. 23° Máx. 32°