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Brasil COP DA VERGONHA

ONU cobra Brasil e expõe caos na organização da COP30

Críticas internacionais colocam o país como sinônimo de improviso, descontrole e incapacidade estrutural

14/11/2025 às 09h52 Atualizada em 15/11/2025 às 09h09
Por: Wagner Albuquerque
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Confusão na COP30 na terça-feira, quando ativistas invadiram o local da conferência — Foto: Olga Leiria / AFP
Confusão na COP30 na terça-feira, quando ativistas invadiram o local da conferência — Foto: Olga Leiria / AFP

A preparação brasileira para a COP30, em Belém, virou motivo de constrangimento global. A própria ONU enviou uma carta dura ao governo Lula cobrando medidas urgentes de segurança, organização e estrutura básica, itens que deveriam ser o mínimo em um evento desse porte. A invasão de manifestantes à área oficial de negociações, somada à falta de água nos banheiros, falhas no ar-condicionado e episódios de goteiras, fez o alerta internacional disparar. É a imagem do Brasil sendo novamente colocada sob o rótulo de país desorganizado, onde tudo parece improvisado em cima da hora.

O recado da ONU não foi sutil. Simon Stiell, secretário-executivo da UNFCCC, exigiu a confirmação de que as medidas necessárias seriam tomadas “até o fim do dia”. Em linguagem diplomática, isso equivale a dizer: ou vocês resolvem, ou o evento desanda de vez. Segundo a Bloomberg, o tom foi ainda mais direto nos bastidores. Falou-se em falha grave de segurança, temperaturas insuportáveis nas tendas e até risco por alagamentos, um vexame completo para uma conferência que deveria justamente simbolizar liderança ambiental.

Carpete de corredor do centro de mídia da COP30 fica molhado com vazamento de água de chuva

A resposta oficial tentou minimizar o problema, como se tudo estivesse dentro do controle. Notas prontas, justificativas burocráticas, promessas de reposicionamento policial e instalação de novos aparelhos de ar-condicionado. Mas fica difícil acreditar num país que, sob o mesmo grupo político há mais de duas décadas, não conseguiu resolver o básico: saneamento, infraestrutura urbana, gestão de água, segurança pública. Se o governo não cuida nem do que é essencial para a própria população, por que conseguiria organizar um dos maiores eventos climáticos do planeta?

No fim, o episódio escancara uma verdade que o mundo inteiro já percebeu: o Brasil cria estigma, alimenta tropeços e reforça a narrativa de irresponsabilidade. Não é só um problema logístico. É a confirmação de que seguimos presos ao improviso permanente, incapazes de entregar estrutura, previsibilidade e confiança. Um país que não resolve o esgoto nas ruas tenta, agora, comandar debates sobre o futuro climático do planeta. A contradição fala por si.

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