
Quando você pensa que já viu de tudo em matéria de corrupção, o governo Lula 3 consegue surpreender mais uma vez — e não exatamente para melhor. A gestão atual já pode entrar para a história da República como “o governo fazedor de esquemas de corrupção”. E não é exagero retórico. A cada semana, surge um novo rombo, uma nova fraude, uma nova artimanha envolvendo dinheiro público.
Para começar, basta citar três escândalos recentes. O primeiro é o rombo bilionário no INSS, que vitimou mais de 9 milhões de aposentados, drenando mais de R$ 6,3 bilhões — um assalto institucionalizado aos velhinhos do Brasil. Em seguida, veio o escândalo do Ministério da Pesca, responsável por uma sangria igualmente bilionária através das fraudes no seguro-defeso.
E agora chega a cereja do bolo, o esquema que pode transformar os dois primeiros em mero crime de “batedor de carteira”: um desvio monumental, também contra aposentados, relacionado aos empréstimos consignados, que pode ultrapassar R$ 90 bilhões.
O alerta não vem de opositores, blogueiros políticos ou teóricos da conspiração. Vem do relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, que descreveu no podcast Diário do Poder o que já considera o próximo tsunami de corrupção envolvendo beneficiários da Previdência.
Como o Brasil suporta tanto roubo, tanto desvio, tanto furto e tanta bandalheira com o dinheiro público? Como o brasileiro assiste a tudo isso calado? Onde o país errou? Como os órgãos de controle — pagos para fiscalizar — não identificaram os esquemas a tempo de evitar o saque sistemático contra aposentados?
Mais grave ainda: por que o Coaf, que há seis anos acendia o alerta para movimentações atípicas de R$ 300 mil, hoje só desperta quando os valores suspeitos chegam à casa dos bilhões? O que mudou? Quem mexeu na régua? Quem afrouxou os filtros?
Tudo isso apenas confirma que algo de muito errado não está certo na administração federal.
Segundo o deputado Alfredo Gaspar, o rombo dos consignados pode superar os R$ 90 bilhões, tornando-se o maior escândalo já registrado envolvendo aposentados no Brasil. “Espero que a gente não encontre o desastre que encontramos nos descontos associativos”, afirmou o relator.
Ele prevê que, após o recesso, as investigações mergulharão fundo nas operações de consignados — e não descarta envolver bancos, intermediários e toda a cadeia de operadores. Uma nova CPI pode surgir, embora Gaspar acredite que a própria CPMI do INSS pode ser prorrogada para avançar sobre o tema.
E se tudo isso se confirmar, o Brasil terá testemunhado um governo que transformou aposentados — justamente o grupo mais vulnerável — em mina de ouro para fraudadores, atravessadores, lobistas, políticos e operadores de esquemas.
Nunca antes, na história deste país, tantos escândalos surgiram em tão pouco tempo — e envolvendo tamanhos volumes de dinheiro. Às vezes, parece até que existe uma competição interna para ver quem frauda mais, quem desvia mais e quem consegue roubar com mais “criatividade”.
BLOQUINHO DO NIKOLAS Teresina terá Bloquinho 22 de Nikolas Ferreira no próximo sábado
FICOU VISÍVEL? Estratégia é mentir?
IMPEACHMET Moraes diante do novo Senado: impeachment, perda de proteção política e o risco de entrar para a história do STF
DECLARADO ELEITO Douglas Ruas é declarado governador eleito do Rio, e resultado amplia o peso do bolsonarismo no cenário nacional
ELEIÇÕES 2026 Em celebração evangélica, Flávio Bolsonaro pede proteção divina e fala em guerra espiritual
UNIÃO PROGRESSISTA Ciro Nogueira projeta mais de 30% dos votos para Flávio Bolsonaro no Piauí
BRASIL SEM LULA? Flávio Bolsonaro declara que “é o fim da era Lula” em ato de campanha no Rio
SUSPEITA CORRUPÇÃO Caso Vorcaro: governo precisa explicar as denúncias, não apenas desqualificar quem as apresenta
FLÁVIO NA FRENTE Ipespe: Flávio Bolsonaro chega a 52,7% dos votos válidos e abre vantagem sobre Lula no segundo turno Mín. 25° Máx. 40°