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Política HIPOCRISIA QUE MATA

A esquerda que prega a paz, mas governa com o dedo no gatilho

Entre discursos de amor e práticas de violência, o PT transforma a segurança pública em um campo de contradições sangrentas — onde o discurso humanista morre sufocado pela realidade da letalidade policial

01/11/2025 às 17h50 Atualizada em 02/11/2025 às 11h01
Por: Douglas Ferreira
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PM da Bahia e a mais mortal do Brasil - Foto: Reprodução
PM da Bahia e a mais mortal do Brasil - Foto: Reprodução

Polícias de Estados governados pela esquerda são as mais letais do Brasil

Essa é mais uma das grandes contradições da esquerda brasileira. Vive discursando contra a “violência policial”, exigindo a desmilitarização das forças de segurança, mas é nos governos petistas que florescem as polícias mais letais do Brasil. O Partido dos Trabalhadores e seus puxadinhos ideológicos não escondem o asco que nutrem pelas corporações policiais, mas quando chegam ao poder, o que se vê é uma segurança pública descontrolada, violenta e sem rumo.

Sim, não é nos três Estados do Sul, tampouco nos populosos Estados do Sudeste. A polícia que mais mata no Brasil está no maior Estado nordestino, a Bahia, que há mais de 20 anos é governada pelo PT. E a pergunta é inevitável: por que, justo onde o PT manda e desmanda há duas décadas, a política de segurança pública é um completo fracasso? Onde está o discurso de “polícia cidadã”, de “respeito aos direitos humanos”?

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2025), a Bahia teve 1.699 mortes causadas por policiais em 2024, um aumento de 15,8% em relação a 2022. O número é vergonhoso e coloca o Estado no topo da letalidade policial em todo o país. Foram 10,5 mortes a cada 100 mil habitantes, mais do que o dobro do Rio de Janeiro, com 703 mortes e taxa de 4,1.

E o cenário não é novo. Na edição anterior do anuário, o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) já havia estampado outro recorde negativo: 1.700 mortes, uma taxa de 11,5 a cada 100 mil habitantes. O discurso de “paz, amor e empatia” morreu na prática, sufocado pelo autoritarismo e ineficiência estrutural de uma segurança pública comandada por quem, ironicamente, mais a critica.

O Amapá, governado por Clécio Luís — ex-Rede, ex-Psol, ex-PT e agora Solidariedade — segue a mesma trilha de sangue: lidera a taxa de letalidade policial com 17,1 por 100 mil habitantes, ou 137 mortes em números absolutos. Ambos os Estados têm índices muito acima da média nacional, que é de 2,9 mortes por 100 mil habitantes. Coincidência? Ou padrão vermelho?

O fato é que a esquerda brasileira é vítima da própria hipocrisia. Diz lutar contra o “Estado policial”, mas mantém as polícias sob comando político e ideológico, sem autonomia, sem modernização e sem preparo técnico. Criou um sistema que mata demais e protege de menos, especialmente os pobres, que são os que mais sofrem com a insegurança.

E essa história de “polícia letal” em governos petistas não começou agora. Basta lembrar do governo de Benedita da Silva (PT) no Rio de Janeiro: entre 2001 e 2002, o número de mortes em ações policiais saltou de 592 para 900. Ou seja, a letalidade disparou justamente sob o comando de uma das principais vozes da esquerda fluminense.

Em suma, o que o PT e seus aliados mostram ao país é que não sabem lidar com a segurança pública. Desarmam o cidadão, enfraquecem a polícia, politizam o crime e, quando as estatísticas explodem, culpam a sociedade, o sistema ou a imprensa.

Enquanto isso, o povo continua refém da violência. A Bahia, que deveria ser um exemplo de paz e inclusão social, transformou-se em símbolo de letalidade e desordem. O PT fala em “humanização”, mas o que entrega é morte, caos e contradição.

Porque, no fim das contas, a esquerda brasileira é assim: prega o amor, mas governa com o medo.

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