
Em 2024, ocorreu a transição das empresas responsáveis pelo contrato de fornecimento de água no Piauí. Muitos piauienses acreditaram que a mudança traria melhorias a um serviço que já era precário, mas, desde então, têm enfrentado ainda mais dificuldades com o abastecimento em diversas regiões do estado, especialmente no sul, onde, mesmo em pleno 2025, a situação continua crítica.
Com a mudança de empresa, a população chegou a acreditar que haveria melhorias no serviço. No entanto, ocorreu justamente o contrário. O sul do estado segue enfrentando sérios problemas de abastecimento, o que tem causado desconforto e gerado revolta entre os moradores.
Recentemente, a empresa Águas do Piauí, do grupo Aegea que também administra a Águas de Teresina, na capital, arrematou o contrato de concessão por 35 anos e iniciou visitas a poços artesianos no sul do estado, com a intenção de privatizá-los.
Esses poços foram construídos com incentivo das prefeituras de pequenos municípios, com o objetivo de auxiliar no abastecimento das comunidades mais carentes e garantir o básico: água potável nas casas das famílias que vivem em áreas rurais.
A notícia sobre a possível privatização desses poços causou indignação na população. O abastecimento nas cidades não ocorre como deveria: a água chega de forma racionada, geralmente durante a noite ou de madrugada, obrigando os moradores a permanecerem acordados para encher suas caixas d’água e não ficarem sem o recurso durante o dia.
Até o momento, a Águas do Piauí não divulgou nenhum comunicado oficial sobre o racionamento no sul do estado. Cidades como Eliseu Martins, Gilbués e Corrente, entre outras, continuam sofrendo com a escassez e cobram um posicionamento da empresa e de seus representantes políticos.
Em Gilbués, durante uma sessão na Câmara de Vereadores, o vereador Jordan Irajá cobrou explicações da empresa e solicitou a realização de uma audiência pública para esclarecer os motivos da falta d’água, que já se estende há meses.
O que não podemos permitir é que o nosso estado volte à era da seca, quando um serviço tão básico como o fornecimento de água encanada falta por meses, prejudicando milhares de moradores. O Piauí precisa avançar rumo ao progresso, e não retroceder a ponto de faltar um dos direitos humanos mais essenciais: o acesso à água potável.
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