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Política APARELHAMENTO

O rombo das estatais no governo Lula 3

Correios, Petrobras e outras empresas públicas afundam em prejuízos bilionários sob a velha gestão petista

17/10/2025 às 21h39
Por: Douglas Ferreira
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Presidente Lula da Silva - Foto: Reprodução
Presidente Lula da Silva - Foto: Reprodução

No Brasil de Lula da Silva, a palavra de ordem nas estatais parece ser uma só: dar prejuízo. Desde que o PT voltou ao poder, multiplicam-se os sinais de ineficiência, desperdício e aparelhamento político. O discurso de “Estado forte” serve como fachada para esconder uma prática antiga: usar o patrimônio público como instrumento de poder e barganha partidária.

A Petrobras, que deveria ser o orgulho da economia nacional, é hoje o retrato da má gestão petista. Em 2022, a empresa fechou o ano com lucro de R$ 32 bilhões. Dois anos depois, sob a caneta de Lula, o lucro despencou para pouco mais de R$ 3 bilhões. Um tombo que vai além das flutuações do mercado — é resultado direto de interferências políticas, mudanças de estratégia sem planejamento e decisões voltadas à ideologia, não à eficiência.

O relatório do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) mostra que, das 44 estatais federais, 12 fecharam 2024 no vermelho. Os Correios lideram o ranking dos prejuízos, com déficit de R$ 2,6 bilhões, e ainda pedem empréstimo de R$ 20 bilhões para sobreviver. A empresa, que já foi referência em logística e serviço postal, virou um exemplo de ineficiência, politicagem e falta de rumo.

A CBTU, encarregada dos trens urbanos, perdeu R$ 1,1 bilhão. A Embrapa, orgulho da ciência agrícola brasileira, amarga R$ 375 milhões negativos. A Infraero, que já administrou os principais aeroportos do país, teve R$ 229 milhões de prejuízo. E a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, responsável por hospitais universitários, encerrou 2024 com R$ 132 milhões de déficit. Uma sequência de números que revela a real herança do PT: empresas sem direção, sem resultados e sem responsabilidade com o dinheiro público.

O governo tenta minimizar os prejuízos dizendo que o resultado primário não seria o melhor indicador para medir a “saúde financeira” das companhias. Argumenta que “investimentos e pagamento de dividendos” podem gerar déficits temporários. Mas essa desculpa soa repetitiva. Afinal, onde estão os tais investimentos? Onde estão os avanços tecnológicos, as modernizações, os ganhos de produtividade? Nada aparece, exceto balanços negativos e discursos vazios.

O que se vê é um padrão que acompanha o PT desde os primeiros mandatos: usar estatais como cabides de emprego e instrumentos de apadrinhamento político. Técnicos competentes são substituídos por aliados partidários, sindicatos passam a mandar mais do que os conselhos administrativos e a meritocracia desaparece. No lugar da eficiência, entra a política da conveniência.

Cada diretoria vira um feudo, cada cargo de chefia, uma moeda de troca. Os contratos milionários e licitações duvidosas ressurgem, e o contribuinte, mais uma vez, paga a conta. O Estado, em vez de ser promotor do desenvolvimento, transforma-se num peso morto sobre as costas do cidadão.

Para o governo, tudo é “normal”, tudo é “ciclo de investimento”. Mas o povo sabe a diferença entre gastar para crescer e torrar dinheiro para sustentar cabides políticos. A narrativa de que “déficit é sinal de investimento” já não convence. O que há é gestão ideológica, aparelhamento sindical e uma incapacidade crônica de administrar com transparência e resultado.

A repetição dessa tragédia tem raízes profundas. O PT acredita que o Estado deve controlar tudo, inclusive setores que o mundo inteiro já entende serem mais eficientes na iniciativa privada. O resultado é previsível: ineficiência, corrupção e paralisia. Em vez de fomentar o crescimento, o governo cria estruturas gigantes, caras e improdutivas.

Enquanto isso, o Brasil perde competitividade, investidores fogem, e o discurso de “soberania nacional” serve apenas como cortina de fumaça para esconder incompetência e populismo. Estatais que deveriam gerar lucro e desenvolvimento se tornam focos de déficit e desconfiança.

No fim das contas, o PT nunca aprendeu a administrar o que não pode controlar politicamente. As empresas públicas não são vistas como patrimônio da nação, mas como trincheiras de poder. A consequência é clara: rombos bilionários, serviços precários e um legado de descrédito. O que era para ser símbolo de orgulho nacional, virou sinônimo de desperdício e corrupção institucionalizada.

O Brasil não precisa de estatais falidas, e sim de governos responsáveis, que respeitem o contribuinte e valorizem a eficiência. Enquanto o PT continuar confundindo gestão pública com militância partidária, o resultado será sempre o mesmo: prejuízo, escândalos e a triste constatação de que o país anda para trás — empurrado por quem diz governar para o povo, mas governa apenas para o partido.

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