
Após o recente banimento do X (anteriormente conhecido como Twitter) no Brasil, usuários da rede social de Elon Musk começaram a buscar alternativas. Entre as opções disponíveis, o Bluesky, uma plataforma descentralizada criada pelo ex-fundador do Twitter, Jack Dorsey, emergiu como a principal escolha dos brasileiros, superando até mesmo o Threads, da Meta.
Desde sábado, o Bluesky lidera a lista dos aplicativos gratuitos mais baixados na App Store e no Google Play no Brasil. Em apenas uma semana, 2 milhões de novas contas foram criadas na plataforma, com grande parte desse crescimento atribuída aos brasileiros, conforme divulgado pela própria empresa.
Em resposta ao aumento de usuários, o diretor de tecnologia do Bluesky, Paul Frazee, anunciou que a plataforma está em fase final de implementação do suporte a vídeos, com limite de um minuto. No entanto, Frazee demonstrou incerteza quanto à adição de trending topics, recurso popular no X, mas a CEO do Bluesky, Jay Grabber, garantiu que essa funcionalidade será lançada ainda este ano.
Apesar do sucesso, a ausência de um sistema de verificação tradicional tem gerado problemas. A plataforma enfrenta uma onda de contas falsas, como a de um perfil imitando a Netflix Brasil, que já acumulou mais de 46 mil seguidores. O Supremo Tribunal Federal (STF) solicitou a remoção de perfis falsos da corte, pedido que foi prontamente atendido pelo Bluesky.
Em entrevista ao Correio Braziliense, Jay Grabber afirmou que a plataforma pretende "respeitar totalmente as leis e autoridades locais do Brasil" e que as decisões de moderação serão feitas caso a caso. No entanto, o Bluesky ainda não possui representação oficial no Brasil, o que foi um dos motivos para a suspensão do X.
Embora o Bluesky seja uma empresa remota sem escritórios físicos, Grabber informou que estão em contato com advogados nos Estados Unidos e no Brasil para garantir que a plataforma esteja em conformidade com as leis brasileiras, buscando evitar problemas semelhantes aos enfrentados pelo X.
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