
O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira (9) que vai antecipar sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, comunicada durante a sessão plenária, foi acompanhada de um discurso emocionado e de aplausos de pé dos colegas e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Barroso afirmou que deixa a Corte “com o coração apertado, mas a consciência tranquila” após mais de 12 anos de atuação.
No pronunciamento, o magistrado destacou sua dedicação à Constituição e à democracia, além de refletir sobre os desafios pessoais enfrentados durante sua trajetória. “Nada disso me afastou da missão que havia assumido perante o país e minha consciência de dar o melhor de mim na prestação da Justiça”, disse. Ele também ressaltou que pretende viver com mais espiritualidade e dedicar tempo à literatura e à poesia.
Barroso frisou que a aposentadoria não está ligada a nenhum fato político do momento, mas a um “ciclo que se encerra”. Ele ainda fez questão de elogiar colegas de Corte, em especial Alexandre de Moraes, cuja dedicação, segundo ele, “um dia a história haverá de reconhecer e reparar”. A cerimônia foi marcada por reconhecimento à sua gestão como presidente do STF entre 2023 e 2025, e à sua passagem pelo TSE entre 2020 e 2022.
Sobre o futuro, Barroso revelou que vai se dedicar à vida acadêmica. Ele já aceitou convites para atuar em instituições internacionais, como a Marks Plunk, na Alemanha, e a Universidade Sorbonne, na França. “A vida é feita de ciclos. Achei que tinha feito o que podia fazer e que era hora de abrir espaço para pessoas que venham com outras ideias”, afirmou.
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