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Política ROUBO DO INSS

“Blindagem de pessoas próximas ao governo”, diz presidente da CPMI do INSS

Senador Carlo Viana fala em “blindagem de pessoas próximas ao governo” após decisão do STF

09/10/2025 às 10h36 Atualizada em 12/10/2025 às 11h02
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlo Viana (Podemos-MG), criticou nesta quinta-feira (9) a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu habeas corpus a Milton Baptista de Souza Filho, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). O sindicalista foi convocado a depor na comissão, mas poderá permanecer em silêncio.

Para o parlamentar, a medida representa um obstáculo às investigações. “Recebi há pouco um habeas corpus, o segundo emitido pelo ministro Flávio Dino contra esta CPMI. O habeas corpus permite que ele não fale e não responda absolutamente nada nesta comissão”, afirmou Viana.

O senador lembrou que, no mesmo dia, a Polícia Federal deflagrou operações em diversos estados, inclusive em endereços ligados ao sindicato presidido por Souza Filho. Ele destacou que a ação ocorreu em conjunto com investigações do Supremo e da própria CPMI. “Chega um habeas corpus blindando uma pessoa que tem muito que responder ao povo brasileiro”, criticou.

Viana disse respeitar a legalidade da decisão judicial, mas classificou a situação como um “grande movimento de blindagem de pessoas próximas ao governo e aos sindicatos”. Segundo ele, mesmo com o silêncio autorizado, as provas obtidas até agora, incluindo movimentações financeiras, já seriam suficientes para sustentar o trabalho da comissão.

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