
O empresário Eric Nicolas Castro Silva, dono da rede de farmácias Pop Farma, passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (02) e teve a prisão temporária mantida. Ele foi transferido para a Cadeia Pública de Altos (CPA), onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto prosseguem as investigações da Operação Remédio Amargo, deflagrada pela Polícia Civil do Maranhão com apoio do DRACO do Piauí.
Segundo as autoridades, Eric Nicolas é acusado de comprar medicamentos oriundos de roubos de cargas no Maranhão, repassados por representantes comerciais e revendidos em farmácias da capital piauiense. A investigação aponta que parte dessas mercadorias foi rastreada até unidades da Pop Farma em bairros de Teresina, como São Joaquim, Parque Piauí e Porto Alegre.
Na audiência, o empresário negou participação no esquema criminoso e disse que não tinha conhecimento de que os produtos negociados seriam provenientes de roubo. Ele alegou que as compras eram feitas mediante notas fiscais apresentadas pelos intermediários e que confiava na legalidade das transações. O juiz manteve a prisão por considerar que há fortes indícios de envolvimento e necessidade de preservar as investigações.
Fontes ligadas à apuração informaram que Eric não assumiu os crimes a ele imputados e tentou reforçar a versão de que foi enganado por terceiros. Porém, o representante comercial Francisco Machado, também preso temporariamente, teria confessado aos policiais que atuava diretamente na negociação com o dono da Pop Farma — o que pode comprometer a defesa do empresário.
A Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) informou ainda que outras redes de farmácias foram identificadas como possíveis compradoras de medicamentos roubados e devem entrar na mira da segunda fase da operação. A suspeita é de que o esquema seja bem mais amplo do que inicialmente revelado.
Eric Nicolas, por sua vez, insiste em se colocar como vítima de um “equívoco comercial” e diz acreditar que conseguirá comprovar sua inocência. No entanto, para os investigadores, ele seria um dos principais elos que garantiam a colocação do produto roubado no mercado formal.
Agora, com a transferência para a Cadeia Pública de Altos, o empresário terá dias decisivos pela frente. A grande questão que permanece é: ele realmente não sabia da origem ilícita dos medicamentos, ou fazia parte consciente de um esquema milionário que sangrava transportadoras e, por consequência, o próprio consumidor final?
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