
O governo Lula 3 segue acumulando sinais de desgaste político. Segundo pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (1º), 51% dos brasileiros reprovam a gestão, enquanto apenas 44% aprovam. Outros 5% não souberam ou não responderam.
Em julho, a reprovação havia batido 53%. Houve leve oscilação negativa, mas a aprovação, que era de 42%, continua sem força para virar o jogo. O dado mais relevante não é a margem de oscilação, mas a tendência de estagnação: Lula não cresce e a rejeição segue alta.
Entre os fatores que alimentam esse cenário estão dois acontecimentos recentes que mexeram com o debate político: o tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump contra produtos brasileiros e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado em 2022. Ambos os episódios reforçam divisões na opinião pública e desgastam ainda mais a confiança no governo petista.
Especialistas apontam que o problema de Lula 3 não é apenas conjuntural. O governo dá sinais de paralisia administrativa, falta de coordenação política e um discurso desconectado das urgências do eleitorado. A promessa de reconstrução e pacificação do país ainda não se concretizou na prática.
Do ponto de vista do eleitor, a cobrança é clara: falta resposta para temas centrais como economia, segurança e saúde. A sensação é de que o governo fala mais do que entrega, enquanto o custo de vida segue pesando no bolso e a violência preocupa cada vez mais.
O dado final é simbólico: 51% contra 44% mostra que Lula 3 já perdeu a maioria da opinião pública em menos de dois anos de mandato. O risco é a consolidação dessa tendência, transformando o governo em um projeto de sobrevivência política, em vez de condução de país.
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