
O governo Lula 3 começa a dar sinais de fragilidade, e a debandada já é realidade. Nesta sexta-feira (26), o ministro do Turismo, Celso Sabino, entregou o cargo e acelerou o desembarque do União Brasil da Esplanada.
A decisão não foi isolada. Desde a semana passada, o partido já havia dado ultimato para que seus filiados deixassem imediatamente os cargos no governo. O estopim: acusações de chantagem política por parte do Planalto e insatisfação com a condução do governo.
Sabino, em coletiva, foi direto:
“Entreguei ao presidente minha carta de saída, cumprindo a decisão do meu partido”.
O curioso é que, enquanto Lula insiste em afirmar que o governo “vai bem”, um dos maiores partidos da base rompe de forma explícita e sem rodeios. Se estivesse tudo tão bem, por que abrir mão de ministérios e da máquina federal? Ninguém abandona um time que está ganhando.
O gesto do União Brasil soa como um recado duro: o governo não entrega resultados, não inspira confiança e começa a perder sustentação no Congresso. Para Lula, a saída é mais que simbólica — é estratégica. Sem o apoio da legenda, a governabilidade pode entrar em xeque.
Lula ainda tentou segurar Sabino, pedindo que ficasse no cargo ao menos até acompanhá-lo em viagem ao Pará, no próximo dia 2 de outubro. Sabino aceitou a cortesia, mas o bilhete de saída já está assinado.
O fato é que a cena política ganhou novos contornos: um governo que insiste em vender vitórias, mas que vê seus aliados mais fortes abandonarem o barco antes que ele afunde de vez.
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