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Ministério Público pede condenação de sargento acusado de invadir casa e furtar perfume em Teresina

Caso que envolve o militar da Polícia Militar se arrasta desde 2023 e agora entra na reta final da Justiça

25/09/2025 às 09h00 Atualizada em 25/09/2025 às 10h51
Por: Redação GH1
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O polêmico Cabo Lopes - Foto: Reprodução
O polêmico Cabo Lopes - Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Piauí - MPPI, apresentou alegações finais em um processo que ganhou repercussão por sua natureza inusitada. O 3º sargento da Polícia Militar, Avelar dos Reis Mota, mais conhecido como sargento Mota, é acusado de ter invadido uma residência na zona Sul de Teresina e furtado um perfume da marca Malbec, do Boticário.

De acordo com a denúncia, o episódio ocorreu em fevereiro de 2023 e não parou apenas no furto. Após entrar no imóvel, o policial teria utilizado uma arma de fogo para disparar contra as câmeras de segurança, na tentativa de destruir as imagens que poderiam servir como prova contra ele.

Para o MPPI, a conduta do militar deve ser enquadrada como furto qualificado e também como dano ao patrimônio, já que os disparos teriam comprometido o sistema de vigilância da residência.

“Não se trata apenas de um furto simples, mas de uma violação de domicílio praticada por um agente público que deveria zelar pela segurança da população”, argumenta o órgão ministerial em sua manifestação.

A defesa do sargento Mota tem sustentado que não há provas suficientes para incriminar o militar. O advogado do réu afirmou durante a fase de instrução que as imagens apresentadas não seriam conclusivas e pediu a absolvição de seu cliente.

Linha do tempo do caso

  • 15 de fevereiro de 2023 – Residência localizada no bairro Areias, zona Sul da capital, é invadida. Da casa, desaparece um frasco de perfume.
  • 16 de fevereiro de 2023 – A vítima registra boletim de ocorrência e entrega às autoridades as imagens das câmeras de segurança.
  • Março de 2023 – A Polícia Militar instaura procedimento administrativo para apurar a denúncia contra o sargento.
  • Novembro de 2024 – A Vara da Auditoria Militar recebe a denúncia e torna o policial réu na ação.
  • Janeiro de 2025 – Primeira audiência de instrução é realizada, com depoimentos de testemunhas e apresentação das provas.
  • Maio de 2025 – Ministério Público e defesa fazem sustentações orais.
  • Setembro de 2025 – O MPPI apresenta suas alegações finais, reforçando o pedido de condenação.

Agora, com a fase de alegações encerrada, o processo está pronto para julgamento. A decisão ficará a cargo da Vara da Auditoria Militar, que deverá analisar as provas, as versões apresentadas e emitir sentença.

O caso segue em sigilo parcial, mas deve ter desfecho nos próximos meses. Se condenado, o sargento Mota poderá responder não apenas na esfera criminal, mas também enfrentar punições administrativas dentro da própria corporação.

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