
O Google admitiu, em carta enviada ao Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos, que sofreu pressão do governo Joe Biden para remover conteúdos do YouTube durante a pandemia de Covid-19 e as eleições de 2020. Segundo a empresa, funcionários da Casa Branca fizeram “repetidas e intensas investidas” para que determinados vídeos fossem tirados do ar, mesmo sem violarem as próprias regras da plataforma.
No mesmo documento, a companhia anunciou que criadores de conteúdo que tiveram canais permanentemente suspensos por “desinformação” terão a chance de retornar ao YouTube. A medida vale para casos relacionados às políticas de Covid-19 e integridade eleitoral, que já foram descontinuadas. Para o Google, essa decisão reflete um compromisso renovado com a liberdade de expressão.
Entre os beneficiados pela mudança estão nomes conhecidos do campo conservador americano, como Steve Bannon, que havia perdido sua conta após críticas sobre eleições e pandemia. A empresa confirmou que a restauração começará em fase piloto, abrangendo um grupo limitado de criadores antes de ser ampliada.
A revelação surge após anos de investigações conduzidas por republicanos sobre a relação entre a Casa Branca e as big techs. Documentos já mostraram que Facebook, X (antigo Twitter) e outras plataformas também sofreram pressão do governo Biden para derrubar conteúdos políticos. Além dos EUA, o Google alertou ainda para riscos regulatórios na Europa, citando leis como o Digital Services Act, que podem impor restrições excessivas até a publicações lícitas.
EMENDA PARLAMENTAR Motta reage a Dino e acusa STF de criminalizar a atividade política
DIREITOS HUMANOS Governo Rafael Fonteles quer ensinar a polícia a ser polícia?
ELEITORADO FEMININO Flávio Bolsonaro reforça campanha com ex-presidente da Caixa e aposta no eleitorado feminino Mín. 20° Máx. 38°