
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, comparou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane Barci, ao famoso casal de criminosos norte-americanos Bonnie Parker e Clyde Barrow.
A declaração foi feita após Viviane Barci ser incluída na lista de sancionados pela Lei Global Magnitsky, legislação que atinge pessoas acusadas de corrupção ou violações de direitos humanos. Questionado sobre a decisão, Bessent afirmou: “Não há Clyde sem Bonnie”, indicando que as sanções miram não apenas Moraes, mas também sua rede de apoio financeiro.
Bonnie e Clyde ficaram famosos nos anos 1930 nos EUA por uma onda de assaltos a bancos, roubos de carros e assassinatos de policiais. Perseguidos por vários estados, o casal terminou morto a tiros em uma emboscada da polícia, em 1934. Apesar da vida criminosa, foram romantizados por parte da sociedade americana, tornando-se figuras populares e até retratados em Hollywood no clássico filme “Bonnie e Clyde” (1967).
Segundo Bessent, a inclusão de Viviane Barci e da empresa LEX – Institutos de Estudos Jurídicos nas sanções tem como objetivo asfixiar financeiramente Alexandre de Moraes, ampliando a pressão internacional. O secretário ainda advertiu que instituições financeiras brasileiras que lidarem com os sancionados podem ser afetadas.
A comparação, no entanto, carrega uma ironia: se Bonnie e Clyde caíram na simpatia popular nos EUA, o casal Moraes enfrenta resistência crescente dentro e fora do Brasil.
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