
A Lei Magnitsky Global não é brincadeira, e quem duvida acaba aprendendo da forma mais dolorosa — na pele. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, achou que poderia dar aquele “jeitinho brasileiro” para driblar as sanções impostas pelos Estados Unidos. Resultado? Virou piada internacional, foi encolhido a um “visto pária” e, de quebra, passou vergonha em pleno cenário mundial.
Padilha tentou integrar a comitiva do presidente Lula da Silva rumo à abertura da Assembleia Geral da ONU em Nova York. Tentou. Mas a Casa Branca deixou claro: se pisasse fora do eixo hotel–ONU–Opas, deportação na hora. E todo mundo sabe como deportado é tratado. Não haveria tapete vermelho, apenas humilhação. Foi tanta restrição que o ministro preferiu desistir antes do vexame maior.
O motivo da punição? O papel central de Padilha na implementação do programa Mais Médicos, que, segundo os americanos, configurou relação análoga à escravidão. Lembra dos médicos cubanos? Recebiam só 10% do salário. O resto era dividido entre a Opas (5%) e a ditadura cubana (85%). Negócio da China para Havana, mas uma mancha na biografia do ministro. Vai carregar essa mácula para sempre
Por conta disso, Padilha entrou para uma lista nada honrosa de políticos tratados como indesejáveis: gente como Hugo Chávez, Fidel Castro, Saddam Hussein. Sim, o ministro brasileiro, que um dia sonhou com projeção internacional, hoje carrega o mesmo selo diplomático de tiranos e violadores de direitos humanos. Que o diga o ministro Alexandre de Moraes.
O visto concedido a Padilha foi da categoria G2, uma espécie de carimbo da vergonha. Permitia circular apenas do hotel para as reuniões oficiais na ONU e para a Opas. Fora disso, nada. Nem uma volta na Times Square, nem um café em Manhattan, muito menos acompanhar a primeira-dama Janja da Silva, vista serelepe e cheia de sacolas de compras pelas ruas de Nova York. Janja ama desfilar pela Grande Maça, fazer compras na Cidade que nunca dorme.
Aliás, Janja segue com visto livre e, como sempre, aproveita para gastar. Resta a dúvida: está passando o cartão dela, o do marido ou o corporativo do Planalto? Esse último, a gente sabe, não tem limite. Nem Janja!
Enquanto isso, Padilha amarga o constrangimento. O governo americano já havia cancelado em agosto o visto da esposa e da filha menor do ministro. O dele, vencido desde o governo Trump, não foi renovado. Agora, com o carimbo da Magnitsky, virou um fantasma diplomático: pode até entrar nos EUA, mas tratado como indesejável e monitorado de perto.
Na prática, Padilha ficou “cancelado”, como se diz no Brasil. Sancionado é sancionado. E ponto final. Não tem conversa, não tem jeitinho, não tem articulação diplomática que resolva.
A grande questão agora é: quem será o próximo? Se até ministro de Estado já foi reduzido a “pária”, outros nomes ligados ao governo Lula podem entrar no radar das sanções. E isso, convenhamos, seria uma bomba ainda maior no tabuleiro político.
O fato é que Padilha tentou aparecer, mas acabou se escondendo. Foi a Nova York com status de ministro, mas voltou com a marca de indesejável internacional. Um vexame que não se apaga fácil — nem com discurso ensaiado, nem com coletiva de improviso.
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