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Política KARNAK VAI TREMER

2026: a eleição que promete virar o Piauí de cabeça pra baixo

JVC e Joel podem entrar em campo, Ciro mira a vice de Tarcísio e Rafael Fonteles descobre que a reeleição não será passeio, mas maratona em terreno minado

19/09/2025 às 08h17 Atualizada em 20/09/2025 às 09h23
Por: Douglas Ferreira
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Joel Rodrigues, JVC e Ciro Nogueira - Foto: Reprodução
Joel Rodrigues, JVC e Ciro Nogueira - Foto: Reprodução

Em 2026, a política piauiense promete cenas de fortes emoções. No ano que vem o Karnak vai tremer! Até pouco tempo, Rafael Fonteles parecia convicto de que sua reeleição seria apenas uma formalidade: calçar um par de sapatos novos, rodar o Estado, repetir promessas e pronto, mais quatro anos de Palácio de Karnak. Mas o jogo virou — e virou pesado.

A especulação que corre nos bastidores é daquelas que mexem com todo o tabuleiro político: Ciro Nogueira não disputaria mais o Senado, abrindo espaço para ser vice na chapa presidencial de Tarcísio de Freitas. Isso, por si só, já seria suficiente para sacudir Brasília. Mas no Piauí, a consequência é ainda maior.

Ciro estaria articulando uma chapa local de respeito: João Vicente Claudino voltaria à cena como candidato ao Senado, enquanto Joel Rodrigues, ex-prefeito de Floriano e ex-deputado estadual, disputaria o governo. Se confirmada, essa configuração seria a maior dor de cabeça de Rafael Fonteles desde que colocou os pés no Karnak.

A oposição, que até ontem era vista como fragmentada, ganharia musculatura e narrativa. Afinal, JVC traz consigo experiência, discurso empresarial e uma base consolidada; já Joel tem carisma, presença popular e o gogó afiado que falta a muitos petistas. Com microfone na mão, Joel é mais barulhento que assembleia em dia de greve.

Enquanto isso, Rafael Fonteles terá de explicar por que tantas promessas de campanha ficaram no papel. O Porto Piauí continua fantasma, sem uma barcaça sequer. O hidrogênio verde, que seria a grande vitrine internacional, desbotou antes mesmo de sair do papel. A geração de empregos, até agora, ficou mais no discurso que na realidade. E a violência, com a escalada da criminalidade, onde facções criminosas ditam as regras, transformou-se no calcanhar de Aquiles do governo.

O contraste entre o Piauí da propaganda e o Piauí real nunca foi tão gritante. Nos anúncios oficiais, o Estado é moderno, inovador, pronto para o futuro. Na vida real, o piauiense enfrenta desemprego, infraestrutura precária, escolas cambaleantes, saúde deficiente e, sobretudo, insegurança nas ruas. O crime avança, e os policiais, civis e militares, se viram nos 30 arriscando a vida na tentativa de combater as facções.

Para piorar, Rafael voltou de viagens internacionais trazendo pouco ou nada de concreto na bagagem. Da China, vieram bujingangas; da Alemanha, chucrutes. O que o povo queria mesmo — comida na mesa, segurança nas ruas e emprego digno — continua em falta. Até a velha promessa de três refeições ao dia, que tanto serviu de bandeira ao PT, segue sendo um sonho distante. No semiárido piauiense, falta até água para beber.

Não à toa, corre a 'boca miúda' que um grande empreiteiro, insatisfeito com a atual gestão, já teria encomendado pesquisa para medir o impacto de uma chapa com Joel e JVC. Se esses números confirmarem o potencial, Rafael descobrirá que a eleição não será um passeio pelo calçadão da Frei Serafim, mas uma maratona em terreno minado.

Do lado governista, as dúvidas também se multiplicam. Marcelo Castro aguenta segurar a vaga no Senado ou Júlio César leva vantagem? Uma coisa é certa: com João Vicente no páreo, pelo menos uma cadeira senatorial tende a permanecer com a oposição. E isso, sozinho, já redesenha o jogo.

A eleição de 2026, portanto, promete ser barulhenta, disputada e cheia de provocações. Rafael Fonteles terá que acordar mais cedo, dormir mais tarde e encontrar um discurso novo. A oposição, por sua vez, já ensaia a virada com entusiasmo. O Palácio de Karnak, que parecia sólido, agora balança. E quem conhece política sabe: quando o tabuleiro se mexe desse jeito, o final é imprevisível — mas nunca monótono.

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