
O deputado Paulinho da Força (SD/SP), relator do projeto de anistia aos condenados por suposta 'tentativa de golpe de Estado', afirmou que a proposta que serviria de base ao PL da Anistia não pode ser aplicada de forma ampla, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com isso já tem parlamentar chamando a proposta de "anistia meia boca".
A urgência do projeto de Marcelo Crivella (Republicanos/RJ) foi aprovada, permitindo que o texto vá direto ao plenário, mas a versão final deve oferecer apenas redução de penas aos manifestantes do 8 de Janeiro, sem perdão ao ex-presidente.
Paulinho da Força diz estar aberto ao diálogo com líderes bolsonaristas e da oposição, incluindo Sóstenes Cavalcante (PL/RJ), Rogério Marinho (PL/RN) e Ciro Nogueira (PP/PI), além de conversas com Davi Alcolumbre (União/AP) e até com o ex-presidente Michel Temer (MDB).
O relator busca construir um parecer viável de aprovação, conciliando o interesse político da Câmara com a realidade do STF, que já condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.
Apesar de o PL, partido de Bolsonaro, ser o maior da Câmara, e haver apoio parcial da oposição e da base aliada, o relator insiste: “não tem condição” de incluir Bolsonaro na anistia ampla. O texto final deve focar na redução de penas para manifestantes, mantendo o equilíbrio político e jurídico.
Mas a oposição insiste: "que anistia ampla é essa?" Se é ampla não pode haver restrição. Mas há o entendimento de que durante a votação tudo pode acontecer, inclusive, nada.
EMENDA PARLAMENTAR Motta reage a Dino e acusa STF de criminalizar a atividade política
DIREITOS HUMANOS Governo Rafael Fonteles quer ensinar a polícia a ser polícia?
ELEITORADO FEMININO Flávio Bolsonaro reforça campanha com ex-presidente da Caixa e aposta no eleitorado feminino Mín. 20° Máx. 38°