
Dizem que pesquisa revela o momento. Tecnicamente sim. É ciência, tem método, estatística, amostragem. Mas convenhamos: há pesquisa e pesquisa. Algumas transmitem seriedade, outras deixam margem para dúvidas e há ainda as que beiram a fraude. E, ironicamente, estas últimas são maioria quando o assunto é política. Não basta um gráfico colorido para convencer quem enxerga o país com os próprios olhos.
Tomemos o governo Lula da Silva como exemplo. Para governistas, vivemos um “mar de tranquilidade” com promessas de avanço. Para a oposição, um oceano de desgoverno. Mas, afinal, o que dizem os fatos? A economia não mente. A inflação galopou e superou os dois dígitos, o Copom mantém a taxa Selic em sufocantes 15% ao ano — uma guilhotina sobre empreendedores e consumidores. O desemprego continua alto, mas o governo insiste em manipular números, inflando estatísticas com beneficiários do Bolsa Família. Uma farsa contábil que não gera emprego real, apenas narrativa.
Não podemos esquecer que para entrar no programa Bolsa Família é preciso e estar desempregado. Então como inflar as estatísticas com quem recebe benefício. Se assinar a carteira perde o benefício automaticamente: e então? Tem jeito de golpe, cara de golpe, e é golpe. Cai quem quer.
Enquanto isso, o trabalhador paga a conta. Literalmente. O café, artigo básico da mesa, já é luxo. O tradicional feijão com arroz virou privilégio da classe média. A proteína? Frango, dia sim, dia não. Ovo só de vez em quando. E como ninguém come cru, o gás de cozinha completa o drama: R$ 140 no botijão cheio, até R$ 250 no vazio se levado por ladrões. Sim, porque agora até botijão virou alvo da criminalidade crescente.
E essa violência não é acaso. O crime organizado dita ordens de Norte a Sul. Facções criminosas decidem quem vive e quem morre. São 210 milhões de brasileiros reféns, enquanto Lula se recusa a classificar tais organizações como terroristas. O Brasil está pagando o preço como tarifaço de Trump. Prefere “conversas cabulosas” com líderes do crime, como denunciam bastidores incômodos. O resultado? Um governo sem povo, um presidente sem base real de apoio.
As imagens são inegáveis. Nem no Nordeste, reduto histórico do PT, Lula consegue reunir 500 militantes sem apelar para transporte gratuito, pão com mortadela e pequenos incentivos financeiros, um "adjutóriozinho" depois do comício. Eventos esvaziados, plateias desanimadas, discursos que não mobilizam. Um líder que teme vaia em restaurante, feira, estádio ou desfile cívico não pode estar bem em pesquisa séria. O 7 de Setembro foi o termômetro. Flopou! Palanque cheio. Arquibancadas vazias. Entende?
Ainda assim, os institutos de pesquisa tentam pintar um cenário de “imbatibilidade” em 2026. Como acreditar? A matemática não fecha. Como conciliar 51% de reprovação, inflação em alta, desemprego disfarçado e violência crescente com a imagem de um candidato favorito? Isso não é ciência, é fantasia.
Dentro e fora da base governista, já se fala em 2026 sem Lula. Alguns apostam que ele sequer será candidato. Outros, que forçará sua candidatura apenas para manter influência e barganha. De todo modo, pesquisas que insistem em colocá-lo no pedestal parecem mais instrumentos de especulação do que de aferição real.
O povo não precisa de pesquisa para sentir o peso do fracasso. Basta ir ao mercado, abastecer o carro, pagar a conta de luz, o aluguel, comprar o gás de cozinha. A sensação é de naufrágio. E Lula, em meio a esse mar revolto, parece mais um náufrago sem direção, sem horizonte e sem apoio sólido. Quem se agarrar a ele corre o risco de receber apenas o abraço de um afogado.
Em suma, o governo Lula 3 enfrenta a tempestade mais grave de sua trajetória. O problema não é a pesquisa em si, mas a distância entre seus números e a realidade. As redes sociais e agora escancaram o Brasil real. E até mesmo a mídia tradicional, aquela que às vezes se confunde com assessoria de imprensa, já não consegue esconder o país de fato.
O Brasil não cabe em gráficos manipulados. Cabe nas ruas, no bolso, na mesa do trabalhador. E este, ao contrário dos institutos, já começou a despertar. O percebeu a manipulação e se recusa a ser manipulado.
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