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Política PORRA-LOUCA

Peninha, o escritor que comemorou morte de Charlie Kirk segue no Conselho Editorial do Senado

Qual a contribuição de Peninha? Ironia, ódio e dinheiro público parecem ser o currículo do “escolhido”

15/09/2025 às 19h50
Por: Douglas Ferreira
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Peninha Bueno - Foto: Reprodução
Peninha Bueno - Foto: Reprodução

A essa altura do campeonato, a pergunta que não quer calar é: Peninha vai continuar a integrar – e se beneficiar – do Conselho Editorial do Senado Federal? Porque, convenhamos, se a vaga exige currículo, obra ou notório saber, alguém precisa explicar onde o polêmico Eduardo Bueno, o autointitulado Peninha, se encaixa.

O que qualificou Peninha a ocupar essa cadeira? O talento para ser um esquerdista “porra-louca” nas redes sociais? Ou bastaria mesmo ter no histórico a façanha de comemorar a morte de um ativista de Direitos Humanos para ser considerado relevante no Conselho Editorial? Se for isso, a lista de “méritos” está completa.

Os vídeos e declarações de Peninha são recheados de fundamentalismo ideológico e discurso de ódio. Difícil enxergar como isso se traduz em “contribuição editorial” para o Senado. Mas talvez aí esteja o ponto: no Brasil de hoje, ódio virou credential.

E não é só opinião. Registros oficiais mostram que Peninha já foi bancado com dinheiro público em 2022. Duas viagens, somando R$ 6,47 mil em passagens pagas pelo Senado. Para quê? Participar de eventos sobre o Bicentenário da Independência. Eis a independência: o contribuinte pagando o passeio, e o escritor cuspindo ironias nas redes.

No dia 7 de setembro, R$ 2 mil de Porto Alegre a Brasília. Em novembro, mais R$ 1,58 mil de Porto Alegre ao Rio. Viagens oficiais, mas custeadas pelo bolso do povo. O mesmo povo que ele tanto despreza em seus discursos caricatos.

O Conselho Editorial do Senado, criado em 1997, tem como função formulação e implantação da política editorial da Casa, além de avaliar livros em consonância com suas diretrizes. Pois é: um órgão que deveria zelar pela memória e pela produção intelectual do país, hoje tem como representante alguém que ri da morte de adversários e dissemina ódio como se fosse literatura.

E aí? O Senado vai justificar como a permanência de Peninha? Que contribuição ele efetivamente oferece? Ou, no fundo, a regra silenciosa é simples: para entrar no Conselho Editorial, basta ter um microfone, falar grosso, exalar rancor e ainda posar de intelectual de botequim?

Se essa é a régua, o Senado transformou seu Conselho Editorial em um palco de ironias trágicas. E o povo, mais uma vez, paga a conta.

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