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Política GUERRA DE PODERES

STF acelera condenação; oposição reage com urgência na Anistia

Legislativo e Judiciário em rota de colisão: guerra declarada sem espaço para covardes

15/09/2025 às 06h00 Atualizada em 15/09/2025 às 06h22
Por: Douglas Ferreira
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Oposição parece entender que está em uma guerra declarada com o STF - Foto: Reprodução
Oposição parece entender que está em uma guerra declarada com o STF - Foto: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) mostrou a que veio: condenou Jair Bolsonaro e aliados em tempo recorde, como se fosse uma corrida olímpica. O processo virou piada. Não houve técnica, houve política. Não houve justiça, houve espetáculo. O que se viu foi mais digno de um reality show do que de uma Corte Constitucional.

E como se não bastasse o vexame, o STF fez questão de passar o trator, sem freio e sem disfarce. O resultado já era esperado: votos antecipados, narrativas prontas e uma condenação desenhada antes mesmo da defesa falar. Tudo cronometrado, como se os ministros fossem atletas do “The Flash jurídico”.

Só que, dessa vez, a oposição parece ter entendido o jogo. Em vez de ficar parada, resmungando, decidiu pisar no acelerador. E o alvo é a Anistia Ampla, Geral e Irrestrita. A ideia é colocar o projeto em votação já nesta terça-feira (16) e não esperar o tempo que o STF gostaria. A lógica é simples: se é para guerrear, que seja no mesmo ritmo.

No plano inicial, a votação da urgência ficaria para quarta (17), e o mérito, só depois da saída de Luís Roberto Barroso da presidência da Corte. Mas o clima mudou. Agora, partidos como PP, União Brasil, PSD e PL querem votar tudo de uma vez. Nada de enrolar. É guerra aberta e cada minuto perdido é vantagem para o inimigo.

E aqui cabe a pergunta óbvia: por que a anistia não foi votada antes? Afinal, a condenação de Bolsonaro já estava escrita nas estrelas. Não houve surpresa, não houve dúvida. Foi uma encenação tosca. Se a anistia é ampla, geral e irrestrita, deveria ter sido aprovada antes mesmo do circo armado pelo Supremo.

Mas, como sempre, a Câmara tem seu freio de arrumação. O presidente Hugo Motta, devoto de Lula, insiste em segurar a pauta. A desculpa? O projeto não avançaria no Senado e poderia gerar reação do STF. Como se o medo de ministro de toga fosse justificativa para sabotar a vontade popular. Medo não constrói democracia — só fortalece ditaduras.

Na prática, Motta funciona como office-boy do Planalto. Segura o que Lula manda segurar, pauta o que Lula manda pautar. A Câmara, que deveria ser a casa do povo, virou casa de aluguel, servindo de escudo para um governo que não aceita perder no voto e agora governa pela força da caneta e da toga.

Enquanto isso, o STF segue agindo como dono do Brasil. Juízes que deveriam ser árbitros viraram jogadores — e dos mais agressivos. Não se dão sequer ao trabalho de esconder o partidarismo. O resultado é uma guerra institucional declarada, onde Legislativo e Judiciário estão em rota de colisão frontal.

E em guerra não existe espaço para inocentes ou covardes. Vence quem se antecipa, quem age antes, quem não tem medo de atropelar. O Supremo já entendeu isso faz tempo. A pergunta é: será que a oposição finalmente entendeu também? Ou vai continuar perdendo batalhas até que não reste mais nada para defender?

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