
O senador Sergio Fernando Moro (União/PR) afirmou que o crime organizado não enxerga o atual governo como uma ameaça real às suas ambições. Essa crítica ganha força diante dos recentes episódios envolvendo a chamada traficante “mão de ferro”, Alessandra Moja Cunha, acusada de comandar o tráfico de drogas na Favela do Moinho, em São Paulo.
Em 26 de julho, Lula subiu ao palanque ao lado de Alessandra, como representante da comunidade, durante evento de inauguração de políticas habitacionais na região. O movimento foi amplamente criticado e gerou pedidos de esclarecimentos por parte da Comissão de Segurança Pública da Câmara, que vê nesse contato um grave risco à segurança nacional.
Alessandra é presidente de uma ONG local, a Associação da Comunidade do Moinho, que já foi apontada como ligada ao tráfico organizado — inclusive com registros de apreensão de drogas em seu endereço. Ela também é irmã de Léo do Moinho, líder da facção PCC preso em 2024.
Documentos oficiais comprovam que representantes do governo se reuniram com a entidade pelo menos cinco vezes desde o final de 2023, e que a visita presidencial foi articulada por meio dessa interlocução. Essas articulações foram intermediadas por integrantes da Secretaria-Geral da Presidência, inclusive pelo ministro Márcio Macêdo.
Além disso, em 8 de setembro, Alessandra foi presa em operação do MP/SP e da Polícia Militar, que cumpriu mandados contra chefes do tráfico na Favela do Moinho.
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