
O presidente Lula vive seu pior momento político desde a redemocratização. Seu governo caiu de vez no descrédito popular e, sem rumo, aposta no vale-tudo em busca de apoio que não vem. A cada semana, o petista se reinventa em discursos e programas sociais improvisados, mas nada consegue devolver a popularidade perdida. O cenário é claro: Lula se virou nos 30, mas perdeu o compasso da política nacional.
Em mais um movimento contraditório, o presidente agora se coloca contra a anistia a Jair Bolsonaro, apesar de ele próprio ter sido beneficiado no passado, quando recebeu indenizações e ainda hoje embolsa um “adjutório” mensal fruto dessa anistia. A incoerência é gritante. Lula é contra a anistia — mas sabe que ela pode, paradoxalmente, salvá-lo politicamente, recolocando-o no papel de antagonista direto de Bolsonaro, sua zona de conforto eleitoral.
Essa postura mostra um governo que já não inspira esperança, apenas tenta cultivar o medo. O medo do “golpe”, o medo da “direita”, o medo da “perda da democracia”. O problema é que, sem entregar resultados concretos, Lula transformou sua gestão em um “museu de grandes novidades”: programas reciclados, medidas eleitoreiras como a distribuição de botijões de gás em pleno ano eleitoral (ao custo de R$ 5,1 bilhões) e discursos inflamados que já não empolgam.
As pesquisas confirmam o desgaste: erros se sobrepõem a acertos. Crise do Pix, taxa das blusinhas, gafes da primeira-dama, falas polêmicas e um governo incapaz de criar uma marca própria corroeram o que restava de prestígio. O povo já não acredita nas promessas do petista, que tenta resgatar uma narrativa esvaziada.
Ao fim, resta a pergunta que ecoa como um fantasma: será que o eleitor brasileiro estaria disposto a assinar, de novo, um cheque em branco para Lula em 2026 — mesmo sob a sombra de Bolsonaro?
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