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Política ANISTIA GERAL

Brasil dividido: governo frágil, STF político e Congresso em rebelião

Entre as falhas de um governo de esquerda, o autoritarismo de um STF que abandonou a Constituição e a reação de um Congresso que busca resgatar protagonismo, o país vive uma encruzilhada histórica — e perigosa

04/09/2025 às 08h05
Por: Douglas Ferreira
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Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL/RJ) - Foto: Reprodução
Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL/RJ) - Foto: Reprodução

O Brasil está diante de uma crise institucional que não pode mais ser ignorada. O país encontra-se dividido não apenas pelas mazelas de um governo de esquerda que patina em promessas e entrega pouco, mas, sobretudo, pelo autoritarismo e pela intransigência do Supremo Tribunal Federal (STF), que abandonou seu papel de guardião da Constituição para assumir de vez uma postura política.


O STF e a tentação do poder

Nos últimos meses, a Corte máxima do país tem se transformado em protagonista de uma narrativa que mais parece perseguição do que justiça. Condenações em série, prisões preventivas prolongadas e julgamentos pautados mais por discursos do que por provas concretas colocam em xeque a credibilidade do Supremo.

A tentativa de condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro é o exemplo mais evidente desse desvio de função. Trata-se de um processo que muitos juristas classificam como um “crime impossível”, baseado em interpretações forçadas e em um clima político hostil. O STF, que deveria ser árbitro imparcial, parece ter escolhido ser jogador ativo do tabuleiro político.


Um país dividido

O Brasil não sofre apenas pelo baixo crescimento, pela inflação dos alimentos e pela insegurança pública que marcam a gestão atual. Sofre, sobretudo, porque as instituições perderam sua referência de equilíbrio.

De um lado, um governo de esquerda que tenta capitalizar o desgaste do adversário sem apresentar soluções consistentes para os problemas reais da população. Do outro, um STF que, ao agir como protagonista político, alimenta ainda mais a divisão nacional. O resultado é um país polarizado, onde parte significativa da sociedade já não confia plenamente em nenhuma das instâncias de poder.


A reação do Congresso: 300 votos pela anistia

Nesse ambiente de tensão, a Câmara dos Deputados busca se afirmar como contraponto. O projeto de anistia ampla, geral e irrestrita para os condenados do 8 de janeiro já reúne cerca de 300 votos favoráveis. É um movimento ousado, que coloca o Legislativo em rota de colisão com o Judiciário e que pode redefinir os rumos da democracia brasileira.

Para seus defensores, trata-se de corrigir excessos do STF e restabelecer a ordem constitucional. Para seus críticos, é a tentativa de perdoar atos que atentaram contra a própria democracia. O fato é que a iniciativa já se consolidou como símbolo da resistência do Congresso ao avanço do Judiciário.


O risco de erosão institucional

O grande perigo é que esse embate se transforme em um círculo vicioso. Se o STF insiste em condenações que beiram a farsa, e o Congresso responde com projetos que anulam decisões judiciais, o que sobra para o Brasil é uma perigosa erosão institucional.

Quem perde é o cidadão comum, que precisa de estabilidade, crescimento econômico, geração de empregos e segurança — e assiste a seus representantes travados em uma guerra política sem fim.


Conclusão 

O Brasil está dividido. E não é apenas entre esquerda e direita. É também entre um Judiciário que extrapola seus limites, um Executivo que patina em resultados e um Legislativo que tenta recuperar protagonismo.

O STF precisa voltar ao seu papel constitucional, o governo precisa governar e o Congresso precisa legislar. Fora disso, o que teremos é apenas a perpetuação da instabilidade.

🇧🇷 O país não pede muito: pede equilíbrio, justiça de verdade e respeito à Constituição. Sem isso, a democracia continuará sendo apenas uma palavra bonita em discursos, mas vazia de prática.

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A NOTÍCIA E O FATO
A NOTÍCIA E O FATO
Sobre Douglas Ferreira é multimídia. Além de jornalista, é bacharel em Direito. Foi repórter da TV Clube, afiliada da Rede Globo, por 10 anos e, em Caxias, no Maranhão, apresentou o programa “Fala Caxias”. Fundou e dirigiu por seis anos a Folha do Cocais. Foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Caxias e retornou a Teresina como âncora da TV Meio Norte. Por 20 anos, reportou e apresentou na TV Antena 10, afiliada da Record. Também foi assessor de imprensa do Tribunal de Justiça do Piauí e passou por rádios e pelos maiores portais do Estado. Sua vida é o jornalismo. No Sistema Move de Comunicação, foi editor do Portal Move Notícias e apresentador do Business Cast, do canal movetvweb no YouTube. Agora, está à frente do Gazeta Hora1.
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