
Quando o BRIC começou a tomar forma, em meados de 2006, havia um clima de euforia. O Brasil aparecia como protagonista entre as economias emergentes: era 20% mais rico que a Índia e equivalia a 40% da economia chinesa. O futuro parecia promissor.
Mas, passados menos de vinte anos, o contraste é gritante. Hoje, a Índia é quase 80% mais rica que o Brasil, e a China já é mais de oito vezes maior em termos de PIB. Ou seja, enquanto nossos parceiros cresceram e se consolidaram como potências globais, o Brasil não apenas deixou de avançar: andou para trás. Não acompanhou seus pares e ficou na poeira do crescimento.
O bloco nasceu como promessa de reequilibrar a ordem mundial, de dar voz e força aos emergentes contra o domínio ocidental. A China transformou essa promessa em poder imperial. A Índia em avanço tecnológico, crescimento industrial e expansão de influência.
E o Brasil? Segue estagnado, com crises cíclicas, instituições fragilizadas e uma economia que insiste em girar em falso. O BRICS não entregou ao Brasil o que se esperava — e talvez nunca tenha sido capaz de entregar a quem não faz sua parte.
A pergunta que não quer calar: por que o Brasil não cresce?
Será apenas incompetência? Ou seria um projeto de poder baseado em manter a população dependente, sem acesso a prosperidade real? A corrupção endêmica que consome instituições, partidos e governos parece ser parte da engrenagem que condena o país à mediocridade.
Enquanto China e Índia abriram espaço para reformas estruturais, atraíram investimentos e criaram ambientes mais favoráveis à inovação, o Brasil se perde em escândalos de corrupção, fisiologismo e um Estado inchado que drena recursos da sociedade sem retorno em desenvolvimento.
Pior ainda: o Brasil assumiu um protagonismo que não era seu — e nem do BRICS — ao tentar liderar a desdolarização do comércio internacional. Foi usado como “boi de piranha”. Lula falou demais, Rússia e China deram corda e ele quase se enforcou politicamente.
O resultado: enquanto Pequim e Moscou negociaram acordos estratégicos e conseguiram reduzir tarifas com Washington, o Brasil ficou mal na fita. Hoje, paga o preço da arrogância e da inconsequência diplomática: produtos nacionais enfrentam tarifa de até 50% nos EUA, sufocando ainda mais a competitividade da economia brasileira.
Nas mãos da esquerda, de Lula e do PT, a tendência é clara: não há perspectiva de crescimento consistente, apenas a manutenção de um modelo que concentra poder político enquanto a economia e os índices sociais se deterioram. O país segue cada vez mais distante de seus pares do BRICS, e mais próximo da irrelevância internacional.
O que era para ser o trampolim da ascensão brasileira virou prova do nosso fracasso. A Índia avança, a China impera — e o Brasil assiste, de braços cruzados, à sua própria decadência.
Não é crise. Não é fase. É projeto. E, sob Lula, além de ficar para trás, o Brasil ainda paga o preço da arrogância diplomática e da má condução econômica.
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