
"Como você diz que é um comunista? Bem, é alguém que lê Marx e Lênin. E como você diz um anti-comunista? É alguém que entende Marx e Lênin" — Ronald Reagan.
Estive por duas vezes na Ilha de Cuba — no atlântico caribenho —, e percorri oito das suas 14 províncias: Havana, Pinar del Río, Matanzas, Varadero, Cárdenas, Cienfuegos, Santa Clara e Camagüey. Conheci portanto mais da metade da ilha. Não falo por ouvir dizer. Vi com meus próprios olhos o que os “comunistas de iPhone” pregam como utopia: Cuba não é símbolo de resistência, justiça social ou igualdade. Cuba é decadência, miséria e um povo submetido a um regime que oprime até a exaustão.
Um regime que impede o povo de fugir em busca de liberdade e mata as vozes dissonantes. Cuba é a mais cruel das tragédias humanas dos tempos modernos.
"Um homem que não seja socialista aos 20 anos, não tem coração. Um homem que aos 40 ainda seja socialista, não tem cabeça" — Georges Clemenceau, estadista francês.
E quem esteve afrente deste regime opressor por quase cinco décadas foi Fidel Alejandro Castro Ruz, ou simplesmente Fidel Castro. E acredite, sempre eleito pelo voto popular. Porém como candidato único, do partido único, o Patido Comunista de Cuba.
É como bem escreveu o ideólogo comunista:
"Aos oprimidos é permitido uma vez a cada poucos anos decidir quais representantes específicos da classe opressora devem representá-los e reprimi-los" — Karl Marx.
Por mais de 60 anos, os defensores da ditadura venderam ao mundo a imagem de uma ilha pujante, um “paraíso socialista”. A única fase em que o regime demonstrou algum bem-estar foi quando vivia sustentado pela antiga União Soviética. Bastou o subsídio acabar para a verdade vir à tona: Cuba não consegue andar com as próprias pernas.
Hoje, a ilha enfrenta uma tragédia humanitária: fome crônica, falta de liberdade e serviços básicos precários. Crianças, idosos e famílias inteiras sobrevivem em meio à escassez. Vi filas intermináveis sob o sol escaldante para comprar pão — hoje falta trigo e consequentemente o pão nosso de cada dia aos cubanos.
Vi prateleiras vazias e pessoas tentando enganar a fome com restos de comida. Não fosse a ajuda externa, sobretudo dos Estados Unidos, milhares já teriam definhado.
Margaret Thatcher, conhecida por seu firme posicionamento contra o comunismo, fez diversas declarações críticas ao regime soviético e ao socialismo em geral. Por exemplo, ela afirmou que:
"O comunismo não produz dignidade nem prosperidade" e que "retira todo o poder do povo e o coloca nas mãos de uma elite autoimposta" .
A então presidente afastada Dilma Rousseff (PT) utilizou os estoques reguladores do governo para doar 625,4 toneladas de feijão e ajudar a matar a fome do povo em Cuba. Além disso, o Brasil arcou também com os custos de transporte do produto até Havana. O governo cubano não tinha condição de mandar buscar os donativos no Brasil.
O cubano não é livre para ir e vir. Não é livre para falar. Não é livre sequer para sonhar. Conversando com moradores, percebi o medo constante, a voz baixa, a cautela no olhar. A ilha se transformou em uma prisão a céu aberto, com grades invisíveis erguidas pela repressão ideológica.
O presidente Miguel Díaz-Canel, pressionado pelo colapso, teve de recorrer à ONU em busca de alimentos, reconhecendo implicitamente a falência do sistema. É a prova de que o regime comunista não oferece nada além de sofrimento.
"A todos os socialistas lhes desejo: a abundância da Venezuela, o salário de Cuba, a justiça da China e a liberdade da Corea do Norte" — Mario Vargas Llosa.
Cuba não é exemplo de nada. Não há prosperidade, nem igualdade, nem justiça. Apenas miséria, decadência e opressão. Alguns tentam apontar a China como exceção, mas lá a aparente prosperidade só existe porque o governo permitiu o capitalismo. A sociedade continua amordaçada pelo comunismo, vivendo sob censura e vigilância.
Conheço praticamente todos os países da América do Sul e alguns da Central, além de oito países europeus. Nenhum me causou a mesma tristeza e indignação que Cuba. Minha experiência foi a mais deprimente: um povo criativo e caloroso reduzido à miséria e ao silêncio por um regime que destrói sonhos e esperança.
O comunismo em Cuba não apenas fracassou — ele matou a dignidade, a esperança e os sonhos de gerações inteiras. Quem ainda defende o regime ou nunca pisou na ilha ignora o sofrimento real. Eu estive lá. Vi. E afirmo: o comunismo não é solução, é a engrenagem cruel que perpetua a fome, a doença e a submissão de povos inteiros.
"O comunismo não é um grande ideal que se perverteu. É uma pervesão que se vendeu como grande ideal" — Olavo de Carvalho.
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