
O ex-vice-prefeito e ex-secretário de Finanças na primeira fase da gestão Dr. Pessoa, delegado Robert Rios Magalhães, não hesitou em atribuir grande parte das dívidas da Prefeitura de Teresina às gestões tucanas. Em entrevista ao GP1, na última quinta-feira (7), ele rebateu as acusações do atual prefeito Sílvio Mendes (União Brasil) de que a crise financeira do município seja fruto apenas da ex-administração.
Segundo Robert, a herança tucana é pesada: “Só o prefeito Firmino tomou de empréstimos, nos últimos tempos, R$ 1 bilhão e 360 milhões”, declarou, referindo-se ao ex-prefeito Firmino Filho, falecido. Ele ressalta, contudo, que a gestão tucana não desperdiçou recursos, mas pondera: “A grande parte da dívida é da gestão tucana. Agora, os tucanos não jogaram o dinheiro fora”.
Robert também revelou que, ao assumir a prefeitura com Dr. Pessoa, havia mais de R$ 1 bilhão nas contas municipais. O montante, oriundo em grande parte de empréstimos, estava disponível para investimentos. Ele lembra que o então candidato Kleber Montezuma chegou a usar o dado na campanha: “O Kleber Montezuma fez a campanha dizendo que tinha um bilhão para investir, e realmente tinha, era dinheiro de empréstimos”.
O ex-vice, no entanto, questiona o destino desse valor expressivo: “Quando nós assumimos, tinha nos bancos, na conta da prefeitura, mais de um bilhão de reais à disposição. Boa parte desse dinheiro foi entregue nas mãos de João Pessoa Duarte, o Pessoinha, filho de Dr. Pessoa”.
Nossa reportagem tentou contato com o ex-presidente da Eturb, João Pessoa Duarte, o Pessoinha, mas não conseguiu. O espaço para que ele possa contra-argumentar ou apresentar a sua defesa está assegurado, desde já.
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