
O caso de tentativa de feminicídio em Natal, que já havia chocado o Brasil pela brutalidade, ganha contornos ainda mais perturbadores. Igor Eduardo Pereira Cabral, ex-jogador de basquete de 29 anos, acusado de desferir mais de 60 socos contra a namorada Juliana Soares dentro de um elevador, agora é investigado também por práticas de manipulação psicológica.
A delegada Victória Lisboa, responsável pela investigação, revelou que Igor teria incentivado Juliana a tirar a própria vida em momentos de fragilidade emocional, configurando mais uma camada de violência no histórico do agressor.
“Ela relatou que estava psicologicamente abalada, cogitando tomar remédios, e que ele a incentivava a se matar. Isso será apurado porque pode configurar crime”, afirmou a delegada.
Além disso, relatos dão conta de que o agressor já havia empurrado a vítima em situações anteriores, e que Juliana tinha receio até de sair do elevador com medo de ser agredida. O comportamento revela um padrão de violência que vai muito além da explosão registrada pelas câmeras de segurança.
O outro lado revelado nas redes
Paralelamente, nas redes sociais, a trans Alessia Vitória publicou prints de conversas íntimas que teria mantido com Igor. Nos diálogos, segundo ela, o ex-jogador demonstrava desejos sexuais específicos e insistia em práticas que iam além da relação tradicional, pedindo encontros discretos e mantendo uma postura contraditória com a imagem pública de “pai de família” e ex-atleta disciplinado.
Alessia desabafou em tom de revolta:
“Livramento! Triste safado, como tive coragem de me envolver com um lixo desse?” - escreveu em seus stories.
Em outro trecho, chamou Igor de “covarde”, expondo não apenas a intimidade dele, mas também reforçando o perfil de um homem que escondia segredos e vivia entre diferentes máscaras sociais.
Já, Juliana, 35 anos, segue internada, com múltiplas fraturas no rosto e aguardando cirurgia. Igor responderá por tentativa de feminicídio, crime que pode render pena de 20 a 40 anos de prisão.
O inquérito deve ser concluído até a próxima segunda-feira (04). Até lá, novas revelações podem emergir — reforçando a imagem de Igor não apenas como um agressor brutal, mas como um manipulador capaz de usar a fragilidade emocional da vítima e de manter uma vida dupla cercada de mentiras.
🔹 O homem público: ex-atleta promissor, estudante de Ciências Contábeis, pai de família e figura socialmente bem relacionada.
🔹 O homem privado: histórico de brigas e agressões, manipulação psicológica contra a namorada, incentivo à automutilação e vida dupla revelada por conversas íntimas com uma mulher trans.
O caso da tentativa de homicídio, somado ao suposto envolvimento de Igor Eduardo com uma mulher trans, incendiou as redes sociais. Sites como o Blog do Bruno Giovanni e o Já Fofoqueii exploraram o assunto e alimentaram uma avalanche de comentários - alguns de apoio, outros de repúdio, todos carregados de polêmica.
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