
O Brasil é hoje um país em risco. Risco de quê? De tudo — principalmente para investimentos. O país possui classificação “B” no Face For Trade, índice que mede o risco de cada nação no cenário global.
Em um mapa de riscos, a avaliação “B” indica um risco médio ou moderado. Ou seja, há uma probabilidade significativa de ocorrência de problemas e suas consequências exigem atenção, vigilância e ações de controle. Muitos países que enfrentam essa situação conseguem se recuperar com programas sólidos de reestruturação econômica, consolidação da segurança jurídica, controle inflacionário e medidas de estímulo aos investimentos.
O Brasil, porém, escolheu o caminho oposto: mergulhou em uma crise econômica, fiscal, política e, sobretudo, de credibilidade. O resultado é claro: afastamento de investidores e fuga acelerada de capitais.
E o presidente Lula, comandante em chefe da nação, ao invés de liderar um esforço de união e confiança, insiste em reforçar o discurso do “nós contra eles” — um populismo barato que só acirra a divisão social e estimula a hostilidade contra as forças produtivas do país.
A consequência? O governo, em apenas dois anos e meio, conseguiu minar a confiança internacional no Brasil, aproximar-se das maiores ditaduras do planeta, sofrer taxação de 50% sobre produtos exportados para os EUA e ainda se expor ao risco de um embargo americano. Paralelamente, parte do Judiciário mergulhou em militância política, perseguindo opositores, o que pode levar alguns de seus integrantes a serem enquadrados na Lei Magnitsky Global — legislação internacional que pune autoridades envolvidas em abusos de direitos humanos e corrupção.
O saldo desse cenário é devastador: mais fuga de capitais.
Segundo a Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE), apenas em 2024, US$ 654 bilhões (R$ 3,6 trilhões) foram retirados do país por pessoas físicas e jurídicas com ativos acima de US$ 1 milhão no exterior. O dado, publicado pela Coluna Cláudio Humberto (Diário do Poder), confirma o que já era visível: a elite produtiva não acredita mais no Brasil de Lula.
Enquanto isso, a economia interna sofre. Menos capital circulando significa menos crédito, menos investimentos, fechamento de empresas, queda na geração de empregos e aumento da inflação.
Curiosamente, os EUA — destino de US$ 20,9 bilhões — ocupam apenas o sexto lugar na lista dos maiores receptores dos recursos brasileiros. Os Países Baixos lideram, com US$ 95 bilhões, graças ao ambiente de negócios favorável, segurança jurídica, estabilidade financeira e incentivos oferecidos a investidores estrangeiros.
Ou seja: o capital foge não por capricho, mas por lógica. Onde há previsibilidade, o dinheiro permanece. Onde há populismo, instabilidade e arbitrariedade, o dinheiro simplesmente vai embora.
O Brasil está, sim, em risco. Mas não é um risco abstrato: é o risco real de afundar em estagnação, desemprego, inflação e descrédito internacional.
ESCOLA DO RECIFE Tobias Barreto de Menezes: o jurista que revolucionou o pensamento jurídico brasileiro
NAS MÃOS DOS COIOTES Fugindo do “inferno”: por que milhares de cubanos agora escolhem o Brasil para recomeçar a vida?
ATENAS ALAGOANA Penedo: a Atenas do Nordeste que encantou Dom Pedro II e preserva quase cinco séculos de história às margens do Velho Chico
REJEIÇÃO INTERNA Vinícius Dias expõe resistência no PT e revela por que Iasmin recuou da suplência
POLÍCIA FEDERAL Quanto mais mexe, mais fede: cerco da PF aperta e Jaques Wagner vira problema para o Planalto
ACESSO A PF E PGR Vorcaro não queria influência. Queria acesso ao topo da República
JUSTIÇA DO TRABALHO Maria Suzete Monte Diógenes: uma vida dedicada à Justiça, ao conhecimento e ao serviço público
PROPINODUTO MASTER A queda da engolideira: quando o Banco Master deixou de ser banco para virar máquina de poder
TURISMO AMERICANO Ranking revela as melhores cidades dos Estados Unidos em 2026: por onde começar a realizar o sonho americano?
Mín. 23° Máx. 32°