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Economia UM PAÍS À DERIV-

Brasil em rota de colisão: a maior nação da América do Sul afunda no empobrecimento e perde sua identidade

Por que a maior economia da América Latina insiste em fracassar? Por que transforma pobres em miseráveis e não consegue entregar o básico para seu povo? Até quando o governo vai empurrar a maior nação do continente rumo à venezuelização?

16/07/2025 às 06h15
Por: Douglas Ferreira
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O Brasil ostenta indicadores de água e esgoto piores que os de 105 países pelo mundo afora - Foto: Reprodução
O Brasil ostenta indicadores de água e esgoto piores que os de 105 países pelo mundo afora - Foto: Reprodução

O Brasil está à deriva. E não é apenas um tropeço conjuntural: é um projeto de fracasso em execução. Uma política econômica míope, assistencialista na superfície e predatória na essência, que corrói as forças produtivas, sufoca a iniciativa privada e transforma milhões de pobres em miseráveis - ao mesmo tempo em que engorda os cofres de uma elite política insaciável.

Os números não mentem. O que dói é a nossa incapacidade de encará-los.

O PIB per capita brasileiro despencou para a 87ª posição mundial, de acordo com as últimas projeções do FMI. O país está a apenas nove degraus da metade mais pobre do planeta - e, se nada mudar, chegará a apenas seis posições dessa metade em 2030. É uma queda livre.

O quadro é ainda mais cruel quando olhamos para o passado recente. No início dos anos 2000, o Brasil estava 21 posições acima dessa metade inferior. Em 1991, o brasileiro produzia tanto quanto um sul-coreano; hoje, menos da metade. Os emergentes que antes nos olhavam de baixo já nos ultrapassaram: Polônia, Turquia, Chile, Malásia, Vietnã.

Em 1980, a média do PIB per capita dos países emergentes era apenas 31% do brasileiro. Hoje já são 78% — e em seis anos devem ser 82%. Enquanto outros correm, o Brasil recua, como um caranguejo sem destino.

E por quê?

Porque o Brasil escolheu o caminho errado. O país que já sonhou em ser uma potência industrial se contentou em virar um exportador de commodities. O governo que deveria investir em educação e tecnologia distribui esmolas e discursos. A gestão econômica que deveria estimular o crescimento e a produtividade prefere elevar impostos, aumentar o peso do Estado e travar a iniciativa privada com burocracia e insegurança jurídica.

A educação está em frangalhos. O Brasil continua entre os últimos colocados no Pisa, humilhado entre as maiores economias do mundo. A saúde pública agoniza em filas intermináveis e hospitais caindo aos pedaços. A tecnologia é irrelevante: o Brasil importa inovação e exporta matéria-prima bruta.

A violência se tornou uma guerra civil não declarada. Facções criminosas dominam bairros, cidades e até estados inteiros, substituindo o Estado no uso da força. O crime se organiza, enquanto o governo se desorganiza.

E o emprego? É cada vez mais informal, cada vez mais precarizado, cada vez mais escasso. Uma legião de trabalhadores sem carteira assinada, sem direitos, sem perspectivas.

O povo brasileiro está sendo empurrado de volta para a miséria que pensava ter superado. Famílias inteiras sobrevivem de auxílios enquanto o governo queima bilhões para sustentar privilégios do funcionalismo e negociatas políticas.

O que resta ao Brasil?

Resta o sonho que, apesar de tudo, ainda sobrevive. Mas até ele está ficando distante. O país que já foi esperança agora é um alerta: é assim que se começa a venezuelização.

Quando o governo prefere a demagogia ao desenvolvimento.
Quando a educação é ignorada.
Quando o emprego é substituído por esmola.
Quando o crime avança e a lei recua.
Quando o Estado sufoca quem produz e protege quem parasita.

O Brasil já não é só o país do futuro adiado. É o país do presente negado.

E cabe a todos nós perguntar: até quando vamos tolerar esse caminho? Até quando vamos aceitar a mediocridade como destino? Até quando o maior país da América do Sul vai se comportar como a menor das repúblicas bananeiras?

Porque um país que perde suas referências não apenas empobrece. Ele se apaga.

E isso não podemos permitir.

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A NOTÍCIA E O FATO
A NOTÍCIA E O FATO
Sobre Douglas Ferreira é multimídia. Além de jornalista, é bacharel em Direito. Foi repórter da TV Clube, afiliada da Rede Globo, por 10 anos e, em Caxias, no Maranhão, apresentou o programa “Fala Caxias”. Fundou e dirigiu por seis anos a Folha do Cocais. Foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Caxias e retornou a Teresina como âncora da TV Meio Norte. Por 20 anos, reportou e apresentou na TV Antena 10, afiliada da Record. Também foi assessor de imprensa do Tribunal de Justiça do Piauí e passou por rádios e pelos maiores portais do Estado. Sua vida é o jornalismo. No Sistema Move de Comunicação, foi editor do Portal Move Notícias e apresentador do Business Cast, do canal movetvweb no YouTube. Agora, está à frente do Gazeta Hora1.
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