
Entre os dias 7 e 10 de maio deste ano, a Terra foi atingida pela maior tempestade solar desde 2003, com partículas eletricamente carregadas vindas do Sol. Embora não tenha causado danos graves, um novo estudo do MIT revelou que o evento poderia ter tido consequências mais sérias. As partículas atravessaram a magnetosfera da Terra e chegaram à atmosfera.
Esse bombardeio aqueceram os gases nas camadas superiores da atmosfera, aumentando sua densidade. Embora a mudança tenha sido pequena, foi suficiente para que os satélites da constelação Starlink perdessem cerca de 180 metros de altitude por dia. Em resposta, milhares de satélites acionaram seus propulsores para corrigir a trajetória e retornar à órbita original.
O movimento envolveu quase metade da frota da Starlink, e os cientistas alertam que a ação em massa, por ter sido tão abrupta, poderia ter causado uma série de colisões em cascata. Isso se deve ao fato de que o movimento generalizado não deu tempo suficiente para os sistemas de detecção de colisões recalcularem as trajetórias dos satélites.
Esse episódio destaca a vulnerabilidade dos satélites a eventos solares extremos e a necessidade de aprimorar os sistemas de resposta e detecção de colisões para evitar futuros incidentes.
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