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Vida na Terra: nova descoberta pode mudar o que sabemos

Evidências em rochas mostram condições ambientais para a vida animal há 2,1 bilhões de anos

30/07/2024 às 22h59
Por: Wagner Albuquerque Fonte: Olhar Digital
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Imagem: Gabriel Sérvio/Criada por Dall-E
Imagem: Gabriel Sérvio/Criada por Dall-E

Um grupo de cientistas fez uma descoberta significativa que pode redefinir o início da vida na Terra. A pesquisa revela novas evidências em rochas que sugerem que condições ambientais favoráveis à vida animal existiam há 2,1 bilhões de anos, muito antes do que a maioria dos especialistas acreditava. Até agora, a teoria predominante era que a vida animal teria surgido há cerca de 635 milhões de anos.

O estudo, conduzido por pesquisadores que analisaram rochas no Gabão, na África Central, aponta que os primeiros organismos vivos na Terra não se espalharam globalmente. Eles investigaram se essas rochas continham nutrientes essenciais, como oxigênio e fósforo, que poderiam ter sustentado a vida. O professor Ernest Chi Fru, da Universidade de Cardiff, que lidera a equipe de cientistas, sugere que essas formas de vida primitivas poderiam ter sido semelhantes ao bolor limoso, um organismo unicelular sem cérebro que se reproduz por esporos.

A análise química das rochas revelou evidências de um “laboratório” natural para a vida. Os cientistas acreditam que altos níveis de oxigênio e fósforo foram gerados pela colisão de duas placas continentais submersas, resultando em atividade vulcânica. Esta colisão formou um “mar interior raso e rico em nutrientes”, criando um ambiente protegido que favoreceu a fotossíntese e aumentou a concentração de oxigênio na água, como explica Chi Fru.

O ambiente protegido proporcionou as condições ideais para a fotossíntese, permitindo que formas de vida primitivas, semelhantes a animais, se desenvolvessem com maior complexidade. Chi Fru afirma que esse cenário teria fornecido energia suficiente para promover o aumento do tamanho dos organismos e o desenvolvimento de comportamentos mais complexos. No entanto, ele também ressalta que o isolamento do ambiente acabou levando à extinção dessas formas de vida, devido à falta de novos nutrientes para sustentar a cadeia alimentar.

As descobertas, que foram publicadas na revista científica *Precambrian Research*, têm o potencial de transformar nossa compreensão sobre as origens da vida na Terra. Chi Fru destaca que essa pesquisa pode esclarecer questões fundamentais sobre a evolução da vida e os processos que criaram as condições necessárias para sua existência.

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