
A agência reguladora dos Estados Unidos, FDA, aprovou nesta quarta-feira (18) o uso do lenacapavir como Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV. A droga, que será aplicada por injeção apenas duas vezes ao ano, se mostrou eficaz na prevenção de novas infecções e é considerada um dos avanços mais promissores no combate ao vírus da imunodeficiência humana.
Desenvolvido pela farmacêutica Gilead Sciences, o lenacapavir já havia sido aprovado em 2022 para tratar pessoas com HIV resistente a tratamentos convencionais. Estudos recentes, no entanto, comprovaram que sua fórmula de longa duração também é altamente eficaz na prevenção. Com isso, a medicina se aproxima mais do que nunca de uma vacina funcional contra o HIV.
Atualmente, a PrEP está disponível em forma de comprimidos diários, inclusive no Brasil, mas a adesão pode ser prejudicada por estigmas sociais e esquecimentos. A versão injetável traz a vantagem de uma proteção mais prolongada, maior eficácia e menos risco de abandono do tratamento. Apesar da aprovação pelo FDA, ainda não há data definida para a chegada do lenacapavir ao mercado, nem estimativas de preço. A Gilead firmou acordos para produção a baixo custo em países de baixa renda, mas o Brasil ficou de fora.
Enquanto isso, o país deve receber em 2025 outro avanço no mesmo campo: o carbotegravir, uma PrEP injetável da GSK, que exige apenas uma aplicação a cada dois meses. Segundo especialistas, a PrEP não é restrita a grupos específicos, mas indicada a qualquer pessoa com risco elevado de exposição ao HIV. O uso regular, aliado à testagem periódica para ISTs, é uma estratégia eficaz de prevenção — comparável, segundo médicos, ao uso do cinto de segurança ou à aplicação de vacinas.
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