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Saúde SAÚDE

Como lidar com o uso excessivo de tecnologia por crianças

Especialistas alertam para os riscos da hiperconectividade e dão orientações práticas para pais e responsáveis

15/06/2025 às 15h36
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O avanço da tecnologia tem preocupado especialistas em saúde mental quanto ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos por crianças e adolescentes. A recente aprovação da Lei 15.100/25, que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas, evidencia a gravidade do tema. De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2023, cerca de 25 milhões de jovens entre 9 e 17 anos acessam a internet regularmente no país, o que levanta questionamentos sobre os impactos da hiperconectividade no desenvolvimento emocional e cognitivo dessa geração.

O psicólogo clínico Marcos Torati explica que as redes sociais são projetadas para manter o engajamento constante, dificultando pausas e reflexões necessárias. Ele alerta que a busca por pertencimento digital muitas vezes reflete carências emocionais no mundo real e pode gerar problemas como dificuldade de concentração, procrastinação, insônia, dores musculares e até isolamento social. Em casos mais graves, os sintomas podem ser confundidos com quadros do Transtorno do Espectro Autista (TEA), dificultando o diagnóstico correto.

Além dos riscos diretos, Torati ressalta que o comportamento dos pais influencia diretamente a relação das crianças com a tecnologia. Muitos recorrem aos aparelhos como forma de acalmar ou entreter os filhos, criando o que chama de “chupeta digital”. Para equilibrar o uso das telas, especialistas recomendam estabelecer limites de tempo, incentivar atividades offline, promover momentos de interação familiar e abrir espaço para conversas francas sobre o conteúdo consumido.

Por fim, em situações onde os sintomas persistem, buscar ajuda profissional é essencial. Psicólogos e terapeutas podem orientar as famílias a estabelecer hábitos mais saudáveis e auxiliar as crianças no desenvolvimento de uma relação equilibrada com a tecnologia. Cada caso exige atenção individualizada, respeitando as particularidades de cada criança diante dos desafios do mundo digital.

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