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Política CIRO GOMES

Ciro Gomes diz que atos de Moraes são nulos e favorecem a impunidade, sobre mensagens do TSE

Ciro afirmou que essas ações, realizadas por meio de pedidos informais, podem resultar na anulação dos processos em curso.

22/08/2024 às 07h38
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O ex-governador do Ceará e ex-candidato à presidência, Ciro Gomes (PDT), criticou nesta quarta-feira (21) as ações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação ao uso da Justiça Eleitoral para alimentar investigações criminais contra apoiadores de Jair Bolsonaro. Ciro afirmou que essas ações, realizadas por meio de pedidos informais, podem resultar na anulação dos processos em curso.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Ciro comentou sobre o inquérito das fake news, iniciado em 2019, e criticou Moraes por manter o inquérito ativo por tanto tempo, sem uma resolução clara. Para ele, essa postura do ministro está gerando nulidades que podem garantir a impunidade dos envolvidos. "Isso, data máxima vênia, não é direito. Está simplesmente produzindo nulidade para, inclusive, garantir a impunidade dos malfeitores", disse.

Ciro também mencionou que os investigados já deveriam ter sido indiciados e julgados, com todas as provas apresentadas e com direito à defesa. Ele destacou que a atuação prolongada de Moraes, acumulando funções e poderes, acaba enfraquecendo sua autoridade diante da opinião pública. Segundo Ciro, o ministro parece estar perdendo a isenção necessária para conduzir as investigações de forma imparcial.

O ex-presidenciável ainda fez uma analogia com o futebol para ilustrar a atuação de Moraes, comparando-o a um jogador que, além de fazer o gol, também apita a partida e revisa o lance no VAR. Ciro defendeu o encerramento do inquérito das fake news para que "as coisas voltem à normalidade" no cenário jurídico brasileiro.

A Folha de S.Paulo revelou que teve acesso a mais de 6 gigabytes de mensagens trocadas entre auxiliares de Moraes e membros de sua equipe, tanto no STF quanto no TSE. Essas conversas indicam que os pedidos feitos pelo ministro eram informais, o que levanta preocupações sobre a legalidade dessas ações. Nesta semana, Moraes abriu um novo inquérito para investigar o caso das mensagens, e a Polícia Federal já intimou envolvidos, como o ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, Eduardo Tagliaferro, a depor.

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