
Em um movimento raro e significativo, os líderes dos Três Poderes — Supremo Tribunal Federal (STF), Câmara dos Deputados, Senado Federal e Executivo — emitiram uma nota conjunta nesta terça-feira (20) após uma reunião de para tentar arrefecer o clima entre o STF e o Congresso Nacional. O encontro, que contou com a presença de ministros do STF, incluindo o presidente Luís Roberto Barroso, além de figuras proeminentes como Arthur Lira, Rodrigo Pacheco, Rui Costa, Jorge Messias e o PGR, Paulo Gonet, resultou em um acordo crucial sobre as emendas parlamentares, tema que tem gerado intenso debate nos últimos dias.
Durante a reunião, ficou decidido que as medidas impositivas relacionadas às emendas parlamentares serão mantidas, assegurando a continuidade dos mecanismos que permitem aos parlamentares alocar recursos diretamente para projetos em suas bases eleitorais. Além disso, as emendas de bancada serão direcionadas exclusivamente a projetos estruturantes, com foco em iniciativas de interesse nacional ou regional, a serem definidas conjuntamente pelo Legislativo e Executivo.
A nota conjunta destaca três pontos principais:
Emendas individuais:
Emendas de bancada:
Emendas de comissão:
Adicionalmente, foi acordado que Executivo e Legislativo irão ajustar as regras para que as emendas parlamentares não cresçam em proporção superior ao aumento das despesas discricionárias, vinculadas à receita corrente líquida. O processo será revisitado pelo relator em momento oportuno.
Este consenso representa um marco na busca por transparência e eficiência no uso dos recursos públicos, reforçando a importância da colaboração entre os Poderes para garantir o desenvolvimento equilibrado do país.
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