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STF e Congresso em conflito: Reunião no Supremo discute futuro das emendas parlamentares

Líderes dos três poderes se reúnem para discutir mudanças nas emendas parlamentares e resolver conflitos.

20/08/2024 às 15h33
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Henrique Raynal/Casa Civil
Foto: Henrique Raynal/Casa Civil

Os líderes dos Três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – estão reunidos no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a crise envolvendo as emendas parlamentares e buscar uma solução para o impasse entre os ministros do STF e o Congresso Nacional. O encontro conta com a presença dos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), que representam o Executivo. Pelo STF, participam o presidente do Tribunal, Luís Roberto Barroso, e outros ministros, como Dias Toffoli, Edison Fachin e Flávio Dino.

Durante a reunião, está sendo considerada a possível eliminação das emendas Pix. Em compensação, o governo federal estaria disposto a aumentar o valor das emendas individuais, aquelas sugeridas diretamente pelos deputados. Outra proposta em discussão é vincular as emendas parlamentares a projetos específicos em execução pelo governo federal, uma medida que, segundo os parlamentares, poderia beneficiar apenas o Executivo e diminuir o caráter eleitoral das emendas.

A crise entre o STF e o Congresso se intensificou após o ministro Flávio Dino suspender, por liminar, o pagamento das emendas impositivas, que são obrigatórias e devem ser pagas até o fim do ano. Dino determinou que novas regras sejam estabelecidas para garantir transparência, rastreabilidade e eficiência na liberação dos recursos. O Congresso tentou barrar a decisão através de um recurso ao presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que negou a concessão da liminar.

No início de agosto, Dino havia decidido que as emendas Pix deveriam ser mais transparentes, exigindo que fossem auditadas pelo Controladoria-Geral da União (CGU) em até 90 dias. Essa decisão foi vista por parlamentares do Centrão como uma forma de “interferência” do Judiciário sobre o Legislativo.

Como resposta, o Congresso tentou barrar uma medida provisória que previa um crédito extraordinário de 1,3 bilhão de reais para recomposição de salários no Judiciário, aumentando a tensão entre os Poderes. Arthur Lira está atuando para mediar a situação e buscar uma solução que possa apaziguar as partes envolvidas.

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