
O Piauí registrou uma taxa de desocupação de 10,2% no primeiro trimestre de 2025, o terceiro maior índice do país, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um aumento significativo em relação ao último trimestre de 2024, quando o índice era de 7,5%.
Em números absolutos, o estado saltou de 108 mil para 145 mil pessoas desocupadas no intervalo entre os dois períodos – um acréscimo de 37 mil piauienses sem emprego. Segundo o IBGE, esse aumento no início do ano é influenciado, entre outros fatores, pelo encerramento de contratos temporários firmados no período das festas de fim de ano.
O levantamento também mostra que, historicamente, a menor taxa de desocupação registrada no estado foi de 7,5%, enquanto o maior índice foi de 15,3%, no segundo trimestre de 2021, durante a pandemia. Apenas Pernambuco (11,6%) e Bahia (10,9%) superam o Piauí no ranking atual. Os menores índices estão em Santa Catarina (3,0%), Rondônia (3,1%) e Mato Grosso (3,5%).
Outro dado preocupante revelado pela pesquisa é a taxa de informalidade no estado, que chegou a 54,6%, a terceira mais alta do Brasil. Os trabalhadores informais se concentram, principalmente, entre os autônomos sem CNPJ (312 mil pessoas), empregados do setor privado sem carteira assinada (243 mil) e trabalhadores domésticos sem registro (88 mil). Maranhão (58,4%) e Pará (57,5%) lideram esse ranking, enquanto Minas Gerais e Rio de Janeiro têm os menores índices de informalidade.
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