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Política DELÍRIO

Perseguição desenfreada: Juízes auxiliares de Moraes revelam desejo de 'pegar na marra' jornalista Allan dos Santos

A insistência em capturar o jornalista chegou a um ponto alarmante, com Vieira confessando um desejo ardente de contratar jagunços para "pegar esse cara na marra" e trazê-lo de volta ao Brasil

18/08/2024 às 21h56
Por: Douglas Ferreira Fonte: Terra
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Allan dos Santos, durante depoimento na CPMI das Fake News em 2019 - Foto: Reprodução
Allan dos Santos, durante depoimento na CPMI das Fake News em 2019 - Foto: Reprodução

As recentes revelações de diálogos entre juízes auxiliares do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), trouxeram à tona um cenário perturbador de paranoia e obsessão persecutória que paira sobre figuras públicas, jornalistas e até cidadãos comuns. O alvo mais emblemático dessa sanha é o jornalista Allan dos Santos, que se exilou nos Estados Unidos após ser incluído em inquéritos controversos que investigam supostas fake news.

Em conversas vazadas, os juízes Airton Vieira, do STF, e Marco Antônio Vargas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), expressaram uma frustração crescente com a Interpol e o governo dos EUA, que têm resistido aos pedidos de extradição de Santos. A insistência em capturar o jornalista chegou a um ponto alarmante, com Vieira confessando um desejo ardente de contratar jagunços para "pegar esse cara na marra" e trazê-lo de volta ao Brasil. Tudo isso, ironicamente, em nome da "democracia" e do "Estado Democrático de Direito".

A revolta de Vieira e Vargas foi desencadeada pela falta de resposta da Interpol e pela recusa dos EUA em incluir Allan dos Santos no alerta vermelho, um procedimento internacional que facilita a captura de indivíduos procurados. Para Vieira, essa resistência é motivada por razões políticas, o que só alimenta o delírio de que o jornalista precisa ser silenciado a qualquer custo.

Os diálogos revelam uma preocupante inversão de valores, onde o respeito às liberdades individuais e à liberdade de expressão são sacrificados em nome de uma perseguição implacável. A obsessão por capturar Allan dos Santos transcende os limites do razoável, refletindo uma postura autoritária que ameaça as bases da democracia que dizem proteger.

O governo dos EUA, por sua vez, manteve uma posição firme, recusando a extradição com base em que os crimes atribuídos a Santos são considerados, pela legislação norte-americana, como crimes de opinião, protegidos pelo direito à liberdade de expressão. Entretanto, os EUA indicaram estar abertos a processá-lo por outras acusações, como por exemplo lavagem de dinheiro.

Essas revelações expõem o preocupante nível de radicalismo que tem tomado conta de parte do Judiciário brasileiro, onde juízes e autoridades parecem dispostos a ultrapassar qualquer limite em sua ânsia de controlar a narrativa e punir aqueles que ousam divergir.

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