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Piauí CASAL DO TRÁFICO

Casal ligado a facção é preso com mais de 300 porções de maconha em Pedro II

Ação do DRACO no âmbito do Pacto Pela Ordem desarticula ponto de tráfico comandado por facção criminosa no interior do Piauí; investigação aponta atuação estruturada e uso de dinheiro em espécie

29/04/2025 às 12h52
Por: Douglas Ferreira
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Casal do tráfico está fora de circulação em Pedro II - Foto: Reprodução
Casal do tráfico está fora de circulação em Pedro II - Foto: Reprodução

Demorou, mas parece que o Estado do Piauí enfim começou a entender que o narcotráfico não é mais um problema dos grandes centros urbanos - ele já está incrustado nas veias do interior. A "Operação Draco 209", deflagrada nesta terça-feira (29), escancarou o que muitos fingiram não ver por anos: facções criminosas operam com desenvoltura em cidades piauienses, como Pedro II, vendendo drogas a céu aberto, lavando dinheiro e arregimentando jovens para o tráfico.

A ação coordenada pelo DRACO, com apoio da Delegacia Regional, prendeu em flagrante um casal que mantinha um verdadeiro entreposto de distribuição de maconha. Foram encontrados 321 invólucros prontos para venda e mais de R$ 4 mil em espécie - dinheiro do crime, que gira rápido, sem rastros, e sustenta a engrenagem da violência. A polícia ainda investiga os vínculos do casal com uma facção criminosa e tenta identificar o fornecedor da droga. Mas o recado está dado: o tráfico no interior do Piauí não é mais improvisado - é profissional.

A maconha e o dinheiro apreendido com o casal do tráfico - Foto: Reprodução

Segundo o delegado Charles Pessoa, a operação faz parte do Pacto Pela Ordem, iniciativa do governo estadual para enfrentar o crime organizado. É louvável que o Estado reaja, mas o problema é que a reação vem atrasada. Por muito tempo, enquanto as cidades cresciam e se conectavam, o tráfico avançava silenciosamente, aproveitando a omissão institucional e a fragilidade da fiscalização.

As polícias, agora mais integradas e estrategicamente mobilizadas, parecem ter acordado. E é bom que não voltem a dormir. O narcotráfico não tem hora, não tem descanso e já percebeu há tempos que o Piauí era terra fértil para se infiltrar - com pouca resistência, até então.

Se o combate for mesmo sério, ele precisa ir além das prisões pontuais. É preciso sufocar o financiamento das facções, desmontar redes de lavagem de dinheiro, investigar relações políticas e proteger as comunidades que viraram reféns do medo.

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