
O discurso esquerdista, em sua forma mais pura, parece incapaz de aceitar os fatos. Quando confrontado com a verdade, reage com violência ou com a velha tática da relativização: tenta justificar os erros do presente apontando para gestões passadas, como se o crime ganhasse legitimidade quando praticado por “companheiros”.
O que causa espanto - e, muitas vezes, asco - é ver profissionais bem formados, professores admirados, intelectuais respeitados, agirem como fanáticos ideológicos, incapazes de reconhecer a diferença entre certo e errado, entre o bem e o mal. Como pode alguém aparentemente inteligente fechar os olhos para a realidade e se agarrar a narrativas vazias, frágeis, que se desmancham diante do primeiro confronto com os fatos?
Como entender alguém que condena em opositores aquilo que aplaude nos aliados? Que acusa adversários com base em suposições e ao mesmo tempo inocenta ídolos condenados em até três instâncias, com provas fartas? Como aceitar que se odeie figuras públicas apenas por pensarem diferente, enquanto se enaltecem bandidos condenados, transformando-os em heróis da resistência?
Como alguém que se diz democrata pode defender censura? Como um "humanista" pode defender o aborto com radicalismo fanático, ignorando a vida em nome de uma liberdade seletiva? Como alguém que conhece os efeitos deletérios seja no ser humano, seja no tecido social, defende abertamente a liberação das drogas?
Essas contradições não são apenas questões ideológicas: são objetos de estudo. O psiquiatra forense Dr. Lyle Rossiter, após décadas lidando com distúrbios mentais, mergulhou na análise da mentalidade progressista e publicou o livro A Mente Esquerdista - As causas psicológicas da loucura política. Segundo ele, o esquerdismo radical é mais que uma ideologia - é um desvio psicológico que mina os pilares da civilização: justiça, ordem, liberdade e responsabilidade individual.
Rossiter não é um amador ou alguém em busca de reconhecimento ou 'curtidas'. Não. trara-se de um médico formado pela Universidade de Chicago, nos EUA, com mais de 40 anos de atuação na psiquiatria clínica e forense, ele foi consultor em mais de 2.700 casos judiciais. Sua tese é clara: a mentalidade progressista, quando levada ao extremo, rejeita a realidade, substituindo-a por um mundo idealizado, onde os erros dos “nossos” são toleráveis e os dos “outros” são imperdoáveis. Essa inversão moral desorienta, intoxica o debate público e destrói qualquer possibilidade de diálogo saudável.
Ao identificar o esquerdismo como uma patologia mental, Rossiter nos convida a refletir: até que ponto o fanatismo ideológico compromete a razão? Até que ponto uma mente intoxicada pela ideologia pode continuar contribuindo para uma sociedade livre e saudável?
De fato, a posição de alguns governos é a de que: seres humanos são coisas a serem dominadas.
“São meros meios para se atingir fins”, sendo o fim a revolução.
"A agenda esquerdista é a neurose esquerdista transformada em manifesto. Ela não é um programa racional para a organização da ação humana. É, em vez disso, um conglomerado irracional de defesas neuróticas que os esquerdistas modernos utilizam para seu equilíbrio mental e emocional", destaca.
Mas nem tudo está perdido. Segundo Rossiter, os típicos esquerdistas radicais poderiam ser curados com terapia:
“A agenda esquerdista despersonaliza, e até mesmo desumaniza, os cidadãos quando exalta a bondade de um ‘todo’ abstrato sobre a soberania do indivíduo, que deve assim estar subordinado aos fins coletivos do Estado”.
Talvez o maior desafio de nosso tempo seja justamente este: lidar com pessoas que, em nome de uma "causa", abandonaram a realidade e abraçaram a distorção.
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