
O domingo (20) que seria de lazer às margens do Rio Araguaia terminou em tragédia e comoção no município de São Miguel do Araguaia, no norte de Goiás. A comerciante Nérica Mara Monteiro Loth, de 34 anos, morreu afogada após ser arrastada pela forte correnteza enquanto pescava acompanhada do namorado. O corpo foi localizado na manhã de segunda-feira (21), por moradores que ajudavam nas buscas. Ela foi encontrada a cerca de 7 quilômetros do ponto onde desapareceu.
Moradora de Hidrolândia, na Região Metropolitana de Goiânia, Nérica era uma entusiasta da pesca esportiva e acumulava centenas de seguidores nas redes sociais, onde compartilhava registros das suas expedições. Segundo amigos próximos, ela frequentava a região do Araguaia com frequência e demonstrava experiência nesse tipo de atividade. No entanto, as circunstâncias do acidente expõem os perigos, por vezes subestimados, da força da natureza.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o casal estava em uma área do rio conhecida por ter correnteza instável e profundidade variável. Testemunhas relataram que Nérica e o namorado estavam à beira do rio quando foram surpreendidos por uma súbita força das águas. O namorado chegou a ser puxado, mas conseguiu se agarrar a galhos e foi resgatado por pessoas que estavam próximas, com a ajuda de uma embarcação. Nérica, porém, não teve a mesma sorte.
A dinâmica da tragédia ainda é investigada, mas o cenário aponta para uma fatalidade alimentada por descuido com os riscos naturais da região. Ainda não se sabe se Nérica sabia nadar, mas mesmo para nadadores experientes, a força do Araguaia pode ser traiçoeira. O ponto exato do afogamento não era sinalizado nem contava com estrutura de segurança ou monitoramento.
Nascida em Goiás e descrita por amigos como “alegre, corajosa e cheia de vida”, Nérica conquistou a simpatia de muitos amantes da pesca pelo seu carisma e pela forma destemida com que explorava o universo predominantemente masculino do esporte. Sua morte causou forte comoção nas redes sociais, onde dezenas de mensagens lamentaram o acidente e prestaram solidariedade à família.
O caso reacende um alerta sobre os perigos de recreações em áreas naturais sem equipamentos de segurança, como coletes salva-vidas, e a necessidade de orientação para pescadores e banhistas, sobretudo em regiões como o Araguaia, onde a beleza cênica esconde armadilhas letais.
A morte de Nérica Mara Monteiro Loth é mais do que uma perda pessoal. É um lembrete duro e urgente da força dos rios e da responsabilidade que recai sobre todos - poder público, turistas e moradores - na prevenção de tragédias que são, muitas vezes, evitáveis.
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