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Política TRAMA MACABRA

Conheça a mulher presa suspeita de fazer o OVO DA MORTE que envenenou uma família e matou uma criança

Jordélia Pereira Barbosa, ex-namorada do atual companheiro da vítima, é apontada pela polícia como autora do crime que chocou Imperatriz. Investigação revela premeditação, disfarces e motivação passional no envio de ovo de Páscoa envenenado

18/04/2025 às 10h56
Por: Douglas Ferreira
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Jordélia Pereira acusada da morte e Luís Fernando e envenenamento da família dele - Foto: Reprodução
Jordélia Pereira acusada da morte e Luís Fernando e envenenamento da família dele - Foto: Reprodução

Uma história que parece saída de um roteiro macabro chocou o Maranhão e o Brasil nesta semana. Em Imperatriz, no sudoeste maranhense, uma família foi vítima de um envenenamento premeditado, cruel e motivado por ciúme e desejo de vingança. Um menino de apenas 7 anos morreu, e sua mãe e irmã seguem internadas em estado grave. A principal suspeita: Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, ex-namorada do atual companheiro de uma das vítimas.

O CRIME

Na noite do dia 16 de abril, a família de Mirian Lira recebeu em casa um ovo de Páscoa supostamente enviado como presente, com um bilhete escrito à mão: “Com amor, para Mirian Lira. Feliz Páscoa.” O presente foi entregue por um motoboy, que, segundo a polícia, não sabia do conteúdo nem da intenção por trás da encomenda.

Horas depois de consumirem o chocolate, Luís Fernando, de 7 anos, filho de Mirian, começou a passar mal. Levado às pressas ao Hospital Municipal de Imperatriz, não resistiu. Mirian e sua filha de 13 anos, Evelyn, também passaram mal logo em seguida e continuam internadas em estado grave, ambas entubadas.

A PRINCIPAL SUSPEITA

A polícia identificou Jordélia Pereira Barbosa como autora do crime. Ela foi presa em flagrante em Santa Inês, a cerca de 300 km de Imperatriz, quando retornava de viagem - justamente após o envio do chocolate envenenado. Ela confessou ter comprado o ovo de Páscoa, mas nega ter adicionado qualquer substância tóxica ao doce.

Apesar disso, os indícios colhidos pela investigação são considerados robustos:

  • Jordélia se hospedou em Imperatriz no mesmo dia do crime, em um hotel próximo ao local de entrega;

  • Foi flagrada por câmeras de segurança disfarçada com óculos e peruca, comprando chocolates e produtos de confeitaria;

  • Estava de posse de chocolates, granulado e supostos medicamentos no momento da prisão;

  • Há registros de passagens de ônibus, comprovando seu deslocamento entre Santa Inês e Imperatriz;

  • O atual namorado de Mirian, ex-companheiro de Jordélia, prestou depoimento e confirmou possíveis motivações ligadas a ciúmes e conflitos anteriores.

Família envenenada onde o pequeno Luís Fernando não resistiu e morreu - Foto: Reprodução

MOTIVAÇÃO: CIÚME E VINGANÇA

Segundo o secretário de Segurança do Maranhão, Maurício Martins, a motivação do crime foi pessoal e passional. Jordélia, inconformada com o término do relacionamento e a nova união do ex-namorado com Mirian, teria premeditado o crime como vingança, mirando a mulher e seus filhos de forma deliberada.

OS CRIMES

Jordélia foi presa em flagrante e deve responder por:

  • Homicídio qualificado (com dolo e uso de veneno) - pela morte do menino de 7 anos;

  • Dupla tentativa de homicídio qualificado - pelas tentativas de assassinato de Mirian e Evelyn;

  • Possível falsidade ideológica - uso de disfarces e bilhete falso;

  • Prevaricação e ocultação de provas, caso fique comprovado que tentou apagar rastros do crime.

A investigação também apura se há participação de terceiros, especialmente no envio do ovo e no planejamento da ação criminosa.

COMO A POLÍCIA CHEGOU À SUSPEITA

A Polícia Civil do Maranhão montou o quebra-cabeça com rapidez e eficiência:

  • Depoimentos de familiares apontaram para o passado conturbado entre Jordélia e o ex;

  • O motoboy que fez a entrega foi localizado e detalhou onde pegou o ovo;

  • As câmeras de segurança revelaram Jordélia fazendo as compras e circulando nas imediações do hotel;

  • Foi identificado o hotel em que ela se hospedou e o itinerário de volta a Santa Inês;

  • Objetos encontrados com a suspeita, como os chocolates e perucas, reforçaram o vínculo com o crime.

O PRÓXIMO PASSO

O Instituto de Criminalística do Maranhão já está analisando as amostras dos chocolates, granulado e sangue das vítimas. O laudo final será determinante para confirmar o tipo de veneno usado e fortalecer o processo judicial.

Enquanto isso, Jordélia está detida no Presídio de Santa Inês, à disposição da Justiça. A tragédia levantou questionamentos profundos sobre os limites da obsessão, os sinais ignorados de relacionamentos abusivos e a facilidade com que vidas podem ser ceifadas por motivações doentias.

Uma criança morta. Duas vidas em risco. E uma comunidade devastada. Um crime que mistura rancor, planejamento meticuloso e uma brutalidade que choca até os investigadores mais experientes. Imperatriz não será mais a mesma - e o Brasil observa, estarrecido, o desfecho de uma das histórias mais cruéis deste ano.

Se quiser, posso escrever uma versão mais curta, um texto em primeira pessoa, ou algo com enfoque mais investigativo. Quer seguir por alguma linha específica?

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