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Tragédia na MG-223: Ônibus tomba com 54 pessoas, deixa 11 mortos e 36 feridos em Araguari (MG)

Acidente aconteceu na madrugada desta terça-feira (8), em trecho conhecido por alta periculosidade. Duas crianças estão entre as vítimas fatais. Autoridades investigam a causa do desastre

08/04/2025 às 12h08
Por: Douglas Ferreira
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Entre os 11 motos estão duas crianças uma de 2 e outra de 4 anos - Foto: Reprodução
Entre os 11 motos estão duas crianças uma de 2 e outra de 4 anos - Foto: Reprodução

Um grave acidente envolvendo um ônibus interestadual da empresa Real Expresso chocou o país na madrugada desta terça-feira (8), na rodovia MG-223, no trecho entre Araguari e Tupaciguara, no Triângulo Mineiro. O veículo tombou por volta das 3h40, no conhecido "Trevo do Queixinho", deixando um saldo trágico de 11 mortos e 36 feridos.

O ônibus fazia o trajeto entre Anápolis (GO) e São Paulo (SP), com 53 passageiros e um motorista, segundo correção feita pela própria empresa após divulgar inicialmente um número menor.

Dinâmica do acidente

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o motorista teria perdido o controle da direção ao se aproximar de uma curva acentuada, em um ponto crítico da rodovia. O ônibus tombou lateralmente, ficando virado sobre a pista.

Apesar da gravidade da colisão, o motorista saiu ileso. Segundo o Samu, ele não precisou de atendimento hospitalar. Ainda não há um laudo conclusivo sobre o que causou a perda de controle, mas a hipótese inicial é de excesso de velocidade ou falha humana, considerando as características do local - um ponto já marcado por outros acidentes fatais no passado.

Perfil das vítimas

Entre as 11 vítimas fatais confirmadas, estão duas crianças, de 2 e 4 anos, segundo o Corpo de Bombeiros de Araguari. Os nomes e locais de origem dos mortos ainda não foram oficialmente divulgados até o momento. A empresa não detalhou se a lista de passageiros será tornada pública, mas mantém um canal de atendimento exclusivo para familiares, pelo número 0800 728 1992.

Dos 36 feridos, ao menos cinco estão em estado grave, incluindo uma gestante com risco de perder o bebê, que foi transferida para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). A unidade hospitalar confirmou o atendimento de sete vítimas no total.

Outros 17 passageiros foram levados à UPA de Araguari, e quatro deles transferidos para hospitais da região. Os demais feridos recusaram atendimento hospitalar ou foram liberados após atendimento inicial.

Situação nos hospitais e colapso no sistema de saúde local

A Prefeitura de Araguari declarou estado de superlotação na UPA municipal, pedindo à população que só busque o local em casos de urgência. A gestão informou que mobilizou toda a rede de saúde local para atender os sobreviventes e está oferecendo suporte às famílias das vítimas.

Posição da Real Expresso

Em nota oficial, a Real Expresso lamentou o acidente, prestou condolências às famílias das vítimas e informou que está prestando apoio psicológico e logístico aos feridos e seus familiares. A empresa reforçou que o ônibus era regularizado, com documentação em dia, e que está colaborando com as autoridades nas investigações.

“Nossas equipes foram mobilizadas imediatamente. Até o momento foram confirmadas 11 vítimas fatais. Os demais passageiros estão recebendo os devidos cuidados ou já seguiram viagem. A prioridade neste momento é o apoio total às vítimas”, diz o comunicado.

O que diz a ANTT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou que o ônibus estava regularizado para o transporte interestadual, com certificados de segurança, seguro obrigatório e cronotacógrafo em dia. A agência instaurou processo administrativo para acompanhar o caso e reforçou que está colaborando com as investigações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Ministério Público.

Histórico de acidentes na MG-223

A rodovia MG-223 tem um histórico preocupante. O trecho onde o ônibus tombou já foi cenário de diversos acidentes fatais. Em 2023, um tenente da PM morreu após capotar na mesma estrada. Outros casos envolvendo colisões frontais, motociclistas e até caminhões-tanque constam nas estatísticas da região, apontando problemas estruturais e falta de sinalização adequada em pontos críticos.

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