
Depois de registrar lucros bilionários durante a gestão Bolsonaro, os Correios acumulam prejuízos no governo Lula e deixaram de repassar recursos à Postal Saúde desde novembro de 2024. A dívida já alcança R$ 400 milhões, afetando diretamente os cerca de 200 mil beneficiários do plano de saúde da estatal. Hospitais de grande porte, como Rede D’Or, Unimed, Dasa, grupo Kora e Beneficência Portuguesa, suspenderam os atendimentos por falta de pagamento.
Antes da crise, os Correios repassavam aproximadamente R$ 170 milhões por mês à operadora, valor essencial para a manutenção da rede com 13 mil prestadores em todo o Brasil. Se os repasses não forem retomados até o dia 10 de abril, o rombo pode ultrapassar R$ 600 milhões, segundo a revista Veja. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já acompanha a situação e pode intervir caso o cenário se agrave.
Nos primeiros meses de atraso, a Postal Saúde conseguiu negociar com os hospitais a continuidade dos atendimentos, mas o colapso financeiro tornou a situação insustentável. A crise expõe a fragilidade da gestão atual da estatal, contrastando com os resultados positivos obtidos no governo anterior.
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