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Política CÂMARA DOS DEPUTADOS

Hugo Motta resiste à pressão por urgência no “PL da Anistia” e alerta para crise institucional

Presidente da Câmara afirma que tema é importante, mas não deve dominar a pauta do Congresso

07/04/2025 às 21h01 Atualizada em 08/04/2025 às 14h15
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (7) que não pretende ceder à pressão para dar urgência ao Projeto de Lei da Anistia, que trata da punição aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Durante evento na Associação Comercial de São Paulo, Motta defendeu uma condução serena do tema, destacando a importância de evitar o agravamento do que classificou como uma “crise institucional”. Sem mencionar diretamente a palavra “anistia”, o parlamentar disse que é preciso sensibilidade para corrigir excessos, mas com responsabilidade para não acirrar o clima político.

A manifestação ocorreu um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reunir milhares de apoiadores em São Paulo em um ato pró-anistia. Durante o evento, aliados de Bolsonaro criticaram Hugo Motta publicamente, acusando-o de dificultar a tramitação do projeto. Um dos discursos mais incisivos foi o do pastor Silas Malafaia, que acusou o presidente da Câmara de “envergonhar o povo da Paraíba” ao, segundo ele, pedir que líderes partidários não assinassem o requerimento de urgência do PL.

Diante das críticas, Motta reforçou que a pauta da anistia não será a única prioridade da Câmara dos Deputados. O parlamentar afirmou que há outros temas relevantes que também exigem atenção e que não aceitará que o Legislativo se torne uma “Casa de uma pauta só”. Ele também ressaltou que qualquer decisão será debatida com os demais poderes e com o Senado Federal, a fim de buscar uma solução conjunta e equilibrada.

Atualmente, o PL da Anistia ainda tenta avançar no Congresso com apoio da base bolsonarista. O Partido Liberal busca assinaturas individuais de deputados para acelerar a tramitação da proposta, já que não conseguiu apoio suficiente entre os líderes. Segundo informações divulgadas durante o ato de domingo (6), 165 assinaturas já foram coletadas das 257 necessárias para levar o projeto diretamente ao plenário.

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